Representantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniram, na última quarta-feira (22/2), com o banco, em Brasília, para tratar do andamento das questões acordadas na campanha salarial e das pendências em aberto, com destaque para a situação dos caixas.
O Diretor de Bancos Federais da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), Danilo Funke Leme, representou a entidade na reunião.
O principal ponto discutido foi o prazo de manutenção do pagamento do adicional dos caixas. O banco sinalizou inicialmente que o salário seria reduzido a partir de fevereiro, o que gerou forte mobilização da Comissão, que cobrou que os salários sejam mantidos enquanto não houver uma solução definitiva para a questão.
“O que deveria ser um ganho para a categoria, se tornou uma oportunidade de desgaste para o movimento sindical. Assumimos o compromisso e avisamos aos colegas que teríamos vaga para todos, em suas praças. Fato esse que, na aplicação do plano, não se concretiza. Deixando a credibilidade do movimento em cheque. Há casos de gerentes tendo que escolher quem deve ser contemplado, em detrimento de outros colegas, gerando um ambiente que muitas vezes já é pesado, pelas metas abusivas cobradas pelo banco. Agora, a decisão cabe ao superior direto, sem levar em conta sequer o TAO. Sendo que a promessa era vaga para TODOS”, comentou Danilo Funke.
E completou. “A CEBB irá oficiar o banco hoje, sexta-feira (24/1), pedindo a ampliação de 6 meses de prazo, para que seja garantida a vaga de todos, em seus locais de trabalho e com tranquilidade”.
Além disso, a Comissão reforçou a necessidade de ampliar as vagas para assistentes, garantindo que nenhum atendimento seja comprometido, e a abertura de um canal para reavaliação dos cálculos de incorporação salarial, especialmente para os trabalhadores que têm 10 anos ou mais de atuação na função de caixa.
“Exigimos que o Banco do Brasil cumpra o que foi acordado, garantindo a manutenção do salário de todos os caixas e das cidades onde vivem. É inaceitável que um funcionário tenha que mudar toda a sua vida para continuar exercendo sua função. Isso é desrespeitoso e inviável para quem depende de estabilidade e planejamento”, afirmou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.
“Estamos recebendo muitas reclamações de funcionários sobre a incorporação salarial para quem já tem 10 anos de função. Pedimos que o banco reavalie os cálculos e, principalmente, melhore o atendimento aos trabalhadores que estão questionando o processo. Não podemos aceitar que essa situação continue”, destacou, também, Fernanda Lopes.
Outro ponto crítico levantado foi o descumprimento do programa Talento e Oportunidade (TAO), que deveria garantir critérios claros e objetivos na seleção para vagas. Segundo relatos, os critérios estão sendo definidos de forma subjetiva pelos gerentes, o que prejudica a transparência e aumenta a insatisfação dos funcionários.
A reunião abordou ainda a situação dos supervisores de atendimento que tinham jornada de 6 horas e não querem migrar para a nova função de especialista, com salário próximo e jornada de 8 horas.
Os representantes do banco se comprometeram a levar as reivindicações à diretoria e prometeram uma devolutiva na próxima semana, quando novas reuniões deverão ocorrer para tratar do tema.
*com informações da Contraf-CUT