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Terceira rodada de negociação da Campanha Nacional obtém avanços no combate ao assédio sexual

Nesta quarta-feira, 6 de julho, o Comando Nacional dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O tema da mesa foi Igualdade de Oportunidades, com o foco no combate ao assédio sexual.

Esta foi a terceira rodada de negociação da Campanha Nacional 2022 da categoria, após a entrega da minuta de reivindicações.

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) foi representada pelo Secretário Geral, Max Bezerra.

“Esta rodada de negociação foi importantíssima, devido aos acontecimentos de assédio sexual relatados na Caixa Econômica Federal”, disse Max. “As coisas evoluíram, mas certas atitudes abusivas dentro do ambiente de trabalho, infelizmente, continuam. Já passou da hora de darmos um basta nesta situação e denunciando os assediadores”, completou.

O comando apresentou, sem citar o nome de vítimas, vários casos de assédio relatados aos sindicatos. Em muitos deles, os assediadores foram protegidos pelos superiores e as vítimas, caladas ou até punidas com transferências.

Levantamento feito pelo Think Eva e pelo Linkedin, chamado “Assédio no contexto do mundo corporativo”, no início de 2020, aponta que menos 47,12% das participantes que responderam à pesquisa afirmaram ter sido vítima de assédio sexual em algum momento. A pesquisa apontou, ainda, que 78% das vítimas de assédio se sentem constrangidas em denunciar os abusos, por entenderem que há impunidade.

Pela proposta do Comando, as empresas deverão se dedicar:

(1) à divulgação de cartilhas para o combate ao assédio sexual, promovendo a formação do quadro sobre o tema e fornecendo mecanismos de apuração a todas as denúncias de abusos contra funcionárias e funcionários;

(2) ao acolhimento das denúncias e apuração bipartite, banco e sindicato;

(3) à proteção e assistência às vítimas, com período de estabilidade e transferência, quando necessário para a garantia do bem-estar da vítima;

(4) e à punição rígida dos culpados.

Caberá à empresa coibir situações constrangedoras, humilhantes, vexatórias e discriminatórias, promovidas por superior hierárquico ou qualquer outro empregado no ambiente de trabalho. Em casos denunciados e reconhecidos pela empresa, todas as despesas médicas deverão ser reembolsadas ao empregado pelo banco.

Após a apresentação das demandas do Comando, os bancos pediram uma pausa, e ao retornarem garantiram que irão priorizar o tema na negociação deste ano, com o compromisso de avançar no combate ao assédio sexual, em especial com o aperfeiçoamento de ferramentas de prevenção aos abusos no ambiente de trabalho.

O Comando apresentou a exigência da categoria nas ações para eliminar desigualdades no local de trabalho e prevenir distorções atuais, em busca da equidade em todos os segmentos. A entidade também cobrou que seja reafirmado, por parte das empresas, o compromisso de não discriminação, de respeito e da promoção de não discriminação por raça, cor, gênero, idade ou orientação sexual, no trabalho bancário.

As demandas da categoria bancária requerem a plena inclusão e integração de trabalhadores e trabalhadoras com deficiência, combate à sua discriminação e a garantia de seu trabalho em condições dignas e com respeito a suas limitações ou recomendações médicas.

Entre as ações necessárias para o cumprimento da cláusula, estão cursos de formação, conhecimento de Libras por pelo menos um funcionário por setor, promoção de acessibilidade universal, subsídio a aquisição de seus equipamentos (cadeiras de roda, muletas, prótese, bengala, óculos, aparelho auditivo, órteses) e a concessão de transporte especial e de financiamento de veículo.

Após todas as reuniões, a comissão da Fenaban levará aos bancos as propostas do Comando. Ao final, será apresentada uma proposta global, com todos os temas em negociação.

O Comando ainda cobrou posicionamento contrário da Fenaban à Medida Provisória nº 1116. Acontece nesta quinta-feira (7), a partir das 14h, uma audiência no Congresso para debater a MP, que prejudica o acesso aos jovens e reduz direitos das mulheres no mercado de trabalho.

Calendário de reuniões

Sexta-feira, 22 de julho: Cláusulas Sociais e Teletrabalho

Quinta-feira, 28 de julho: Cláusulas Sociais e Segurança Bancária

Segunda-feira, 1º de agosto: Saúde e Condições de Trabalho

Quarta-feira, 3 de agosto: Cláusulas Econômicas

Quinta-feira, 11 de agosto: Continuação das Cláusulas Econômicas

*Com informações da Contraf-CUT

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Bancários conseguem barrar debate sobre abertura dos bancos aos sábados e domingos

Após forte pressão do Movimento Sindical Bancário, o Projeto de Lei (PL) 1043 /2019, de autoria do Deputado David Soares, que liberava a abertura dos bancos aos sábados e domingos, e que estava em pauta nesta quarta-feira, dia 6 de julho, numa audiência pública na Comissão de Direitos do Consumidor (CDC), da Câmara dos Deputados, somente voltará a ser debatido e encaminhado à votação, após as eleições.

A decisão foi do Presidente da Comissão, Deputado Sílvio Costa Filho.

“Iremos continuar na luta para que o relator e o autor, arquivem o PL. Essa foi uma vitória do Movimento Sindical Bancário. Dos Sindicatos, Federações e Confederação (Contraf-CUT). Vamos manter nossa mobilização e união! Parabéns a todos nós! UNIDOS SOMOS FORTES.”, declarou, Nilton Damião Esperança – Presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES).

O Projeto de Lei (PL) 1043/2019 é de autoria do deputado David Soares (União-SP).

Contatos do Deputado

Eli Corrêa Filho, relator do PL 1043

E-mail: [email protected]

Telefone: (61) 3215-5850

Facebook: facebook.com/EliCorreaFilho

Instagram: instagram.com/elicorreafilho/

Site: elicorreafilho.com.br/

Endereço: Gabinete 850 – Anexo IV – Câmara dos Deputados, Brasília – DF

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Audiência sobre trabalho bancário nos fins de semana é nesta quarta (6). Vote NÃO para o PL 1043/19

A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), da Câmara dos Deputados, debate nesta quarta-feira, 6 de julho, a partir das 9 horas, o Projeto de Lei (PL) 1043/2019, de autoria do deputado David Soares (União-SP), que libera a abertura dos bancos aos sábados e domingos.

A proposta já teve parecer favorável do relator, deputado Eli Corrêa Filho (União-SP), que em seu substitutivo, fundamentou sua defesa ao PL em nome da “livre concorrência”.

Corrêa Filho possui histórico de “inimigo da categoria e aliado dos bancos” já que, pouco antes de assumir a relatoria do PL 1043, apresentou na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, uma emenda em que ataca o direito de greve em instituições financeiras, citando inclusive a lei antiterrorista para reforçar sua ação contra a categoria.

O Movimento Sindical Bancário avalia que o PL se trata de lobby, visando apenas o lucro dos bancos, desconsiderando os interesses de clientes e da categoria bancária, além de atuar contra o avanço do PL, desde que a proposta foi apresentada da Câmara dos Deputados.

Entre os convidados para a audiência, está a Presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

IMPORTANTE: A Câmara dos Deputados tem uma enquete, onde qualquer cidadão pode votar e se manifestar sobre o PL 1043, dizendo qual sua posição sobre o funcionamento das instituições financeiras aos sábados e domingos.

Para votar, acesse: enquete online

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Tribunal de Contas abre investigação contra Pedro Guimarães

O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou investigação sobre o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, pelas denúncias de assédio sexual e moral cometidas contra empregadas da entidade divulgadas na semana passada. Guimarães deixou o cargo após o caso ter-se tornado público.

A apuração pelo TCU atende a pedido do Ministério Público de Contas, feito pelo subprocurador Lucas Rocha Furtado. O órgão relata que será apurado se “Pedro Guimarães, no exercício da presidência da Caixa Econômica Federal, cometeu assédio sexual e moral contra empregadas e empregados daquela instituição financeira pública, o que, além de caracterizar prática criminosa, configura flagrante violação ao princípio administrativo da moralidade”.

O caso

A imprensa tornou público, na semana passada, que várias empregadas da Caixa haviam denunciado o então presidente da entidade por assédio sexual ao Ministério Público Federal (MPF). Os testemunhos relatam toques em partes íntimas sem consentimento, falas e abordagens inconvenientes e convites incomuns e desrespeitosos, incompatíveis com qualquer ambiente de trabalho.

A maior parte das denúncias está ligada a atividades do programa Caixa Mais Brasil, em vários locais do país. O programa realizou, desde 2019, mais de 140 viagens, a maioria aos finais de semana, em que estavam Pedro Guimarães e equipe. Nesses eventos, todos ficavam hospedados no mesmo hotel, ocasião em que ocorriam os assédios.

Fonte: Contraf-CUT

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Campanha Nacional: igualdade de oportunidades é tema de reunião com Fenaban

O Comando Nacional dos Bancários se reúne, nesta quarta-feira (6), com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para entrega das propostas de Igualdade e Oportunidade, como parte das negociações da Campanha Nacional de 2022.

Pela agenda definida anteriormente, nessa data os temas debatidos seriam as Cláusulas Sociais e Segurança Bancária. Mas a queda do presidente da Caixa, Pedro Guimarães em meio a denúncias de assédio sexual cometido contra trabalhadoras do banco, trouxe a necessidade de se antecipar a discussão sobre Igualdade de Oportunidades, com destaque para o combate a toda forma de abuso no ambiente de trabalho.

“As denúncias de assédio sexual trazidas pela imprensa são muito graves. Precisamos combater todo e qualquer tipo de abuso e dar assistências às vítimas”, avalia a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “O escândalo aponta que temos muito trabalho pela frente para enfrentar este problema. E esse trabalho envolve tratamento igualitário, educação, punição de culpados, acolhimento e proteção das vítimas de assédio sexual ou moral”, completa.

“É preciso que os bancos, que tanto formam e cobram seus quadros para a produção e geração de lucros, estejam abertos para formar e orientar seus quadros sobre a promoção de debates e conscientização para o tema”, afirma o secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elias Jordão. “No caso específico das mulheres, não bastasse a discriminação na questão salarial, nas promoções, na ocupação de altos cargos na empresa, elas ainda convivem diariamente com uma das maiores agressões à dignidade humana, que é o assédio sexual”, pontua.

O movimento sindical pedirá que a Fenaban observe quatro pontos no combate ao assédio: (1) treinamento e formação do quadro para a promoção de debates sobre o tema; (2) acolhimento das denúncias e apuração bipartite, banco e sindicato; (3) proteção e assistência às vítimas; (4) e punição dos culpados.

Calendário de negociações:

Quarta-feira, 6 de julho: Igualdade de Oportunidades
Sexta-feira, 22 de julho: Cláusulas Sociais e Teletrabalho
Quinta-feira, 28 de julho: Cláusulas Sociais e Segurança Bancária
Segunda-feira, 1º de agosto: Saúde e Condições de Trabalho
Quarta-feira, 3 de agosto: Cláusulas Econômicas
Quinta-feira, 11 de agosto: Continuação das Cláusulas Econômicas

Fonte: Contraf-CUT

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Comando Nacional dos Bancários convoca Dia Nacional de Luta contra o assédio moral e sexual

Os bancários de todo o Brasil realizam um Dia Nacional de Luta contra o assédio moral e sexual, na próxima terça-feira (5). Idealizado pelo Comando Nacional dos Bancários, o objetivo do ato é intensificar as denúncias e a exigência das devidas apurações junto à base da categoria e à sociedade.

Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional, lembra que nos últimos dias acompanhamos as notícias e os relatos sobre as práticas criminosas de assédio moral e sexual na categoria bancária, principalmente contra as colegas bancárias da Caixa. “As entidades sindicais já repercutiram os fatos cobrando apuração e, com isso, desencadeou expressivo envolvimento em âmbito nacional. Não vamos parar enquanto todos os casos forem investigados e os culpados punidos”, garantiu.

Juvandia informou que o foco será o respeito às mulheres, a equidade de condições no trabalho, a exigência de respeito e acolhimento às colegas denunciantes dos casos ocorridos na Caixa. “Os atos presenciais podem ser realizados nas unidades dos bancos, com prioridades às da Caixa, para diálogo com a categoria e a população local. Em cada região propomos o convite aos representantes de movimentos sociais locais, feministas e de direitos humanos, entre outros, para potencialização das ações”, explicou.

Para as mídias sociais a orientação é usar a #BastaDeAssedio.

Fonte: Contraf-CUT

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Itaú comunica novo programa de remuneração “Decola”

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção, na tarde de quinta-feira (30), para conhecer o novo programa de remuneração, Decola. Segundo representantes do banco, o programa visa trazer maior equilíbrio entre o peso coletivo, o individual e a satisfação dos clientes.

Jair Alves, coordenador da COE Itaú, lamenta que o programa tenha começado a vigorar já nesta sexta-feira (1), deixando muitos trabalhadores com dúvidas com relação aos procedimentos e a contratação das metas. “Queremos entender o programa para que possamos acompanhar os trabalhadores no dia a dia e o que irá impactar na renumeração. Já no primeiro dia recebemos uma série de questionamento de trabalhadores em todo o país”.

Depois de cobrança da COE, o banco se comprometeu a fazer reuniões em todas a regionais para sanar as dúvidas dos trabalhadores com relação ao novo programa.

Outra conquista foi a criação de um grupo de trabalho para discutir e entender o GERA, ponto a ponto. “A ideia é que no futuro possamos construir um acordo coletivo de trabalho justo que comtemple todos os trabalhadores”, completou o coordenador.

Fonte: Contraf-CUT

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Com presença da Fetraf RJ/ES, 5ª Conferência Temática da UNI Américas debateu momento político e sindical no continente

Nos últimos dias 29 e 30 de junho, foi realizada a 5ª Conferência Temática da UNI Américas, em Fortaleza, capital do Ceará.

O evento contou com a presença de diversos políticos do campo progressistas e lideranças sindicais latino-americanas.

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) foi representada pela Diretora de Bancos Privados da entidade e, também, Coordenadora Geral do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Renata Soeiro.

“Foi uma experiência gratificante. Estar com delegados e delegadas de mais de 20 países, dividindo suas experiências, métodos de trabalho, inovação tecnológica, foi de um aprendizado único. Tenho certeza que volto para nossa entidade com ainda mais gás para superar os desafios do dia a dia”, declarou Renata.

Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, “a UNI Américas unifica nossas bandeiras. Aqui aprovamos uma moção de apoio às bancárias, vítimas de assédio na Caixa e pelo afastamento de Pedro Guimarães, por exemplo. Também tivemos a oportunidade de debater as políticas que defendemos para os trabalhadores, com o lema ‘Construindo nosso futuro’. Discutimos a América Latina, na busca de um continente democrático, com direitos e movimento sindical forte e bem organizado”.

A presidenta da UNI Finanças mundial e secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa, disse que “é um orgulho para os trabalhadores terem um sindicato global como a UNI, que fortalece o papel da luta sindical no mundo todo”. Ela avaliou que “a Conferência foi maravilhosa, com questões que permeiam a luta dos trabalhadores no mundo todo, com discussões sobre a importância dos governos progressistas no nosso continente, pois sem isso nossos direitos são retirados e os sindicatos atacados”.

Ao longo das atividades, a 5ª Conferência Temática teve a presença de lideranças sindicais de todo continente. Em sua participação, Juvandia Moreira, destacou que o retrocesso que vem se solidificando no Brasil, desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, faz parte de um projeto neoliberal, acentuado no atual governo, produzindo uma aguda política contra o movimento sindical.

“Os bancos públicos foram atacados, limitaram os investimentos, colocaram o teto de gastos. Mas nós queremos avançar em uma reforma sindical para fortalecer o movimento dos trabalhadores e trabalhadoras, somos resistência contra um governo fascista, homofóbico e misógino. A gente quer estar no movimento sindical para fazer a diferença”, afirmou.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que toda forma de violência deve ser abolida na sociedade, como o assédio moral e sexual. “Todos nós temos que buscar a construção do emprego do futuro, o sindicato do futuro, que consiga despertar nos jovens o sentimento de inclusão, e também precisamos mostrar nossa indignação”.

Presidente da UGT Brasil, Ricardo Patah, agradeceu a solidariedade internacional quando o ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve preso: “Agradeço demais ao sindicalismo que criou comitês de Lula Livre pelo mundo. Essa solidariedade internacional é muito importante para nós do Brasil”. Cícero Pereira da Silva, da CSA, destacou a importância do sindicalismo sociopolítico. Para ele, “o sindicato precisa estar de portas abertas para os trabalhadores. Os sindicalistas têm que ter lado”.

A vice-presidenta executiva da SEIU (importante central sindical dos Estados Unidos e Canadá), Rocí Sáenz, enfatizou a importância da liberdade sindical. “Queremos justiça racial e econômica, igualdade de direitos; que todos os trabalhadores tenham direito a um sindicato em todas as partes do mundo e que possam ser respeitados, protegidos, pagos como trabalhadores essenciais que já são. Tudo isso que temos conseguido na política foi porque conseguimos escolher líderes com esta agenda, mas sabemos que ainda tem muita coisa a fazer”, analisou.

O presidente de UNI Américas, Héctor Daer, destacou o trabalho da entidade e afirmou que “é preciso aprofundar os direitos sindicais, a liberdade sindical” e “aprofundar o realinhamento na América Latina, para fortalecer as organizações dos trabalhadores”. Para ele, só assim será possível “debater e decidir a nova ordem mundial por um mundo mais justo”.

A fala do presidente da Argentina, Alberto Fernández, aclamada pelo plenário, foi o ponto alto do evento. Ele fez uma análise dos estragos causados pela pandemia da Covid-19. “As primeiras potências do mundo se levantaram em segundos e vimos o tamanho dessa desigualdade. A Pandemia mostrou que precisamos de um Estado presente e que iguale as oportunidades”, afirmou.

“Chegou a hora de elevar a nossa voz para construir uma sociedade justa, de progresso social, igualitária”, disse o presidente argentino. “A América Latina é o continente mais desigual do mundo, onde há a maior distância entre ricos e pobres. Na realidade, o problema não é a pobreza em si, mas o modelo econômico que gera a pobreza”, completou.

O deputado federal José Guimarães (PT-CE), analisou os retrocessos do Brasil com o governo Bolsonaro. “O Brasil está desmoralizado perante o mundo. A morte do Dom e Bruno escancara este governo de violências. Precisamos barrar o fascismo, construindo frentes que tenham compromisso com a democracia”, afirmou.

A ministra do Trabalho da Espanha, Yolanda Días, defendeu o direito de todos a uma vida plena. “O futuro da luta dos trabalhadores é feminista, com tempo de trabalho sustentável”, disse. Ponderando, ainda, que é “preciso quebrar o ciclo da precarização e falar de saúde mental”. Para a ministra “os sindicatos são a vacina contra o autoritarismo e a desigualdade”.

Outra participação de destaque foi da presidenta da Constituinte do Chile, Maria Elisa Quinteros. Ela falou sobre o processo de elaboração da nova Constituição do país, que ainda está em curso. “Vivemos um processo muito intenso, mas, apesar das barreiras, conseguimos chegar à frente no processo democrático”. Ela explicou que “com a nova constituição, os chilenos passaram “a ter direito de greve e cada sindicato pôde construir seus próprios objetivos”.

A conjuntura latino-americana foi o tema da secretária do trabalho do México, Luiza Alcalda. “Desde o início deste século chegou ao nosso continente uma onda de governos que conseguiram tirar milhões de latinos da pobreza”, lembrou. Sobre a nova onda política progressista no continente, ela celebrou e disse que “estamos vivendo momentos extraordinários” na região. Ela destacou, ainda, que a “tarefa do movimento sindical” é “democratizar, acabar com a lógica da imposição, a partir dos governos e das empresas”. “Temos que reconstruir uma relação com os governos para retratar as decisões da vida pública, para que possamos nos envolver nas decisões do presente e do futuro. O sindicalismo tem que ser inovador!”, pontuou.

A secretária geral da UNI Global Union, Christy Hoffman, falou sobre a onda progressista que tem tomado as Américas. Ela destacou que todos devem “militar pelos novos modelos econômicos, para redistribuir as riquezas e chegar a uma nova ordem global”. Para a dirigente, o movimento sindical deve assumir seu papel na política. “Precisamos ter sindicatos mais fortes, ajudar nossos aliados políticos, alavancar os direitos e ajudar a eleger políticos progressistas. A democracia não existe sem os sindicatos”, finalizou.

*Com informações da Contraf-CUT

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Após queda, surgem novas denúncias contra Pedro Guimarães por assédio

Mesmo demitido por sérios casos de assédio sexual contra empregadas da Caixa, as denúncias contra o ex-presidente da entidade, Pedro Guimarães, não param. Nesta quinta-feira (30), o portal Metrópoles traz novos casos de assédio moral, igualmente assustadores. Os abusos revelam abuso de poder, com atitudes de intimidação, inclusive contra altos funcionários, integrantes da direção do banco.

Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, “a demissão do ex-presidente é o mínimo que podia acontecer diante da gravidade de todas essas denúncias, e demorou; agora, as entidades sindicais estão atentas para garantir a integridade das empregadas agredidas, para a apuração do caso, para a punição devida nos casos confirmados e, principalmente, para impedir que novos casos semelhantes voltem a ocorrer”.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa e diretor de Administração e Finanças da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Clotário Cardoso, afirma que “não basta a saída somente de Pedro Guimarães da presidência, é urgente que se faça uma apuração rigorosa e, se houver conivência ou omissão de outros dirigentes do alto escalão da Caixa, que também sejam afastados e punidos de acordo com a Lei”.

Gritos e grosserias

A nova reportagem traz gravações que mostram o ex-executivo alterado, aos gritos, com linguagem grosseira e chula ao se dirigir a subordinados. Os motivos da irritação praticamente nunca estavam ligados a questões institucionais, mas muitas vezes a interesses pessoais, como quando o Conselho da Caixa estabeleceu limites ao presidente em nomeações a conselhos do próprio banco e de empresas ligadas a ele.

A mudança na norma também limitava ganhos que o próprio Pedro Guimarães podia ter. Como presidente, segundo a reportagem, ele chegou a integrar 18 conselhos, pelos quais recebia jetons da ordem de R$ 130 mil, além do salário regular de R$ 56 mil. Sentindo-se prejudicado com a alteração, sua reação foi furiosa, e disse a executivos do banco que eles deveriam “se f*”. Ele ainda pede que um assessor anote o CPF de todos que participavam da reunião, feita em conferência, para puni-los caso informações daquele evento vazasse.

Em outro áudio, orgulha-se de expressar seu poder de oprimir funcionários, sempre com palavreado inapropriado e grosseiro. “Caguei para a opinião de vocês, porque eu que mando. Não estou perguntando. Isso aqui não é uma democracia, é minha decisão”, vocifera. Em outro áudio, sobre sua centralização ser desrespeitada, usa termos ainda mais baixos: “Manda todo mundo tomar no c.”.

Ameaças e acessos de raiva

Os funcionários que testemunharam à reportagem, sob anonimato, também contam que o ex-presidente usava acareações entre os funcionários para intimidá-los e ameaçá-los de demissão. Os áudios mostram ainda muitos palavrões, termos pornográficos e expressões para atacar a autoestima das pessoas. Uma empregada denuncia que “tem uma coisa que ele sempre fala que é assim: ‘Vai vir o Long Dong, vai entrar pelo c. e sair pela boca’. Fui até pesquisar por qual motivo ele falava tanto desse Long Dong. É um ator pornô. É muito assustador”.

As novas denúncias dão conta de surtos, com socos em aparelho de TV pelo fato de o aparelho estar com alteração no som. Relatos contam que ele chegou a danificar computador e arremessar um celular funcional contra a parede, além de outros acessos de raiva.

As palavras de Pedro Guimarães são de tão baixo calão que não podem sequer ser escritas aqui, mas podem ser conferidas nos áudios da reportagem do portal Metrópoles.

Fonte: Contraf-CUT

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Funcionários são contra retirada de vigilância das novas agências do BB

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) é veementemente contrária a retirada da vigilância armada e dos equipamentos de detecção de metais nas lojas do BB, novo modelo de agências, anunciado esta semana pelo banco.

“A alegação do banco é que não tem numerário. Porém, o problema não é só a questão do numerário, mas sim a segurança física das pessoas. Não ter um segurança é a mesma coisa de deixar o espaço livre para ocorrer brigas, sem que ninguém possa separar, ou para clientes ameaçarem os funcionários ou até mesmo para roubos comuns, como de celulares e pertences pessoais”, salientou João Fukunaga, coordenador da CEBB.

Para ele, o banco está colocando em perigo não só os funcionários, mas também os clientes. “Qualquer ocorrência é de responsabilidade do banco, desde furtos menores, até alguma desgraça maior que possa acontecer”, completou.

A Comissão cobra do banco a abertura de negociação sobre o tema. “Outros bancos têm lojas semelhantes e todas contam, ao menos, com o segurança executivo. O que o BB está fazendo, é economizar custo. Tira a segurança, diminui o custo e aumenta o lucro”, lamentou Fukunaga.

Fonte: Contraf-CUT