Nesta terça-feira, 17 de março, Sindicatos da base da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), e de todo o país, realizaram o Dia Nacional de Luta contra as demissões e o fechamento de agências nos bancos Bradesco e Itaú.
Nilton Esperança, Presidente da Fetraf RJ/ES, comentou: “Sempre importante levarmos nossas insatisfações e demandas para os bancos. Esse diálogo e essa cobrança são fundamentais para que as condições de trabalho e, principalmente, este cenário, mude. Seguiremos atentos“.
BRADESCO
No Dia Nacional de Luta contra as demissões no Bradesco, o foco foi denunciar a eliminação de postos de trabalho promovida pelo banco.
As atividades ocorreram em diversas cidades, com atos em agências e locais de trabalho, reforçando a insatisfação da categoria diante do processo de cortes, que impacta diretamente os trabalhadores e o atendimento à população.
O movimento sindical reconhece que o banco passa por um processo de reestruturação e já apresenta sinais de recuperação em seus resultados. No entanto, critica a forma como esse processo vem sendo conduzido, com demissões e redução do quadro de funcionários.
Para a categoria, é possível adotar outro modelo, que preserve empregos, valorize os trabalhadores e garanta um atendimento de qualidade à população.
A avaliação é de que o banco pode aproveitar a experiência dos funcionários, promovendo realocação, qualificação e aproveitamento em novas áreas, sem a necessidade de desligamentos. Além disso, a manutenção e ampliação do atendimento presencial são vistas como fundamentais para atender às diferentes necessidades dos clientes.
ITAÚ
Já no Dia Nacional de Luta contra o fechamento de agências e as demissões no Itaú, bancários denunciaram os impactos da reestruturação promovida pelo banco sobre trabalhadores e a população.
Mesmo com resultados bilionários, o Itaú Unibanco segue reduzindo sua estrutura. Em 2025, a holding encerrou o ano com 82.693 trabalhadores no Brasil, após eliminar 3.535 postos de trabalho em 12 meses, sendo 916 apenas no último trimestre. No mesmo período, o banco fechou 319 agências físicas, enquanto ampliou sua base de clientes em 1,8 milhão, ultrapassando a marca de 100 milhões.
Para o movimento sindical, os números escancaram uma contradição: o banco cresce, aumenta sua base de clientes e mantém alta lucratividade, ao mesmo tempo em que reduz o atendimento presencial e enxuga o quadro de funcionários.
O fechamento de unidades tem provocado superlotação nas agências remanescentes, com filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para a resolução de demandas básicas.
Clientes são obrigados a se deslocar para unidades mais distantes, que muitas vezes não possuem estrutura física nem número suficiente de trabalhadores para absorver o aumento da demanda.
A reestruturação também tem impactado diretamente os bancários. Dados apontam que 79% dos trabalhadores atingidos foram realocados — frequentemente em condições inadequadas —, enquanto 18% foram desligados e 3% pediram demissão diante da pressão.
Relatos indicam aumento das metas, intensificação da cobrança por resultados e crescimento dos casos de adoecimento, como estresse, ansiedade e depressão.
O movimento sindical alerta que o fechamento de agências aprofunda a exclusão bancária, especialmente para idosos, pessoas com dificuldade de acesso à tecnologia e moradores de regiões periféricas.
Diante desse cenário, o Movimento Sindical orienta os clientes prejudicados a registrarem reclamações nos Procons, denunciando problemas como superlotação e falhas no atendimento.
A entidade reforça que seguirá mobilizada na defesa dos empregos, da saúde dos trabalhadores e de um modelo de atendimento bancário que atenda, de fato, às necessidades da população.
ANGRA DOS REIS

ESPÍRITO SANTO


MACAÉ


NOVA FRIBURGO
