Fetraf RJ/ES se reúne para debater o enfrentamento da digitalização no setor financeiro

Nesta terça-feira, 28 de abril, diretoras e diretores da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) se reuniram no auditório da entidade, no Centro do Rio, para debater e alinhar a resistência da categoria bancária, frente à reestruturação agressiva do setor financeiro.

O encontro focou na defesa dos empregos e na resposta política às mudanças, impostas pela digitalização, que tem servido de justificativa para o fechamento de agências e o corte de postos de trabalho.

Na reunião, também foi debatida uma maneira de unir forças, compartilhar custos, poder de negociação, sem que os Sindicatos percam a identidade e autonomia.

E a resposta estratégica e inovadora, para este cenário é o Consórcio de Sindicatos no Ramo Financeiro. Uma uma solução inteligente para enfrentar o esvaziamento das bases.

A medida visaria fortalecer a mobilização da categoria e garantir que o movimento sindical mantenha o poder de pressão necessário para enfrentar as grandes corporações financeiras. Todas as soluções teriam apoio da CUT e Contraf-CUT.

Queria agradecer a Juvandia Moreira, Presidenta da Contraf-CUT, que disponibilizou o Dr. Jefferson Martins de Oliveira, advogado da entidade, para uma reunião de tamanha importância para os sindicatos e dirigentes da Federação. Nossa parceria de sempre só engrandece o movimento sindical”, comentou Nilton Esperança, Presidente da Fetraf RJ/ES.

O custo social do lucro recorde

Enquanto celebram lucros bilionários, os bancos promovem um encolhimento drástico da rede de atendimento — com projeção de queda para 15,5 mil agências até 2025.

Para o movimento sindical, essa conta não pode fechar no bolso do trabalhador.

A Federação denunciou os principais problemas gerados por essa política:

– Sobrecarga severa e metas desumanas;
– Adoecimento físico e mental dos bancários;
– Precarização do atendimento à sociedade.

Diante desse cenário de encolhimento e fragmentação da categoria, é preciso encontrar maneiras eficazes para os sindicatos sobreviverem e continuarem protegendo os trabalhadores.

Não vamos permitir que a digitalização sirva para invisibilizar o bancário ou enfraquecer nossa luta. Estamos mais integrados do que nunca para cobrar responsabilidade social de um setor que lucra como nenhum outro“, destacou Wagner Figueiredo, Diretor Geral de Finanças da Fetraf RJ/ES.

A reunião consolidou o compromisso de manter a pressão máxima sobre os bancos, utilizando a inteligência e a união da categoria como as principais armas de defesa dos direitos conquistados.