CEE questiona nova reestruturação do BB em unidades do Setor Público

A direção do Banco do Brasil segue fazendo mudanças na sua estrutura organizacional sem diálogo com os empregados ou negociação com o movimento sindical. A mais recente reestruturação, que atingiu as agências do Setor Público (de Governo), foi questionada pela Comissão de Empresa do Empregados do BB (CEE-BB) em reunião com o banco na última quarta-feira, 22. A exemplo de reestruturações anteriores, haverá corte de comissões, redução de funcionários e ampliação do segmento digital.

No Espírito Santo, onde há uma agência de atendimento ao Setor Público, ao menos três empregados terão sua comissão cortada. Segundo a diretora do Sindibancários/ES Goretti Barone, para manter o mesmo nível salarial eles terão que procurar vagas em outro estado ou no segmento de varejo.

“Mais um vez o banco apresenta uma proposta de reestruturação arbitrária, sem diálogo prévio, e as pessoas têm que se encaixar. Eles tratam uma mudança de estado ou uma redução salarial como algo natural, sem importância; ignoram que é a vida do bancário e de suas famílias que está em jogo”, criticou Goretti.

A diretora ainda salienta que, durante a reunião, não houve disposição do BB em resolver o reenquadramento dos empregados de forma menos traumática, e que o banco continua tratando as consequências da reestruturação como um problema individual.

Sem critério

A justificativa apresentada pelo banco para realizar as mudanças segue um discurso comum: otimizar o serviço e prestar um melhor atendimento. Mas para o Sindicato, as belas palavras não passam de “balela”. O que se vê, na prática, é a precarização do trabalho bancário e do atendimento ao cliente.

“É mais uma reestruturação sem critério. No Espírito Santo, a agência Setor Público possui hoje três plataformas, que atenderão a 41 municípios. Os outros 37 serão atendidos pela carteira digital. É uma concentração enorme, uma vez que há diversos municípios pequenos, mas com uma economia muito ativa. Vai gerar mais  sobrecarga para quem atende e a qualidade do serviço pode ficar comprometida”, alerta a dirigente.

Esmolão

A reestruturação foi comunicada no dia 09 de dezembro, e os bancários atingidos terão 30 dias para fazer a escolha de mobilização. Quem não optar pela migração receberá por quatro meses a Verba de Carácter Pessoal (VCP), conhecida internamente como “esmolão”, para complementação salarial.

Fonte: SEEb Espírito Santo