Com “IA”, sem “TU” – Por Max Bezerra

Esse movimento que o Itaú está fazendo, ao deixar apenas o “IA” em suas fachadas, não é simplesmente uma peça de marketing barata e rasteira; retirar o “TU” sinaliza que você, bancário, é mais que dispensável: está ultrapassado e obsoleto.

O “IA” no Itaú significa lucrar ao máximo, sem empecilhos. Já o sem “TU” simboliza o não pagamento dos direitos conquistados: salário, PLR, VR, VA…

Enquanto o “TU” retrata o adoecimento mental e físico, mas também o direito a uma jornada de trabalho regulamentada, o “IA” representa o funcionamento dos robôs 24 horas por dia.

O “IA” é o fechamento de agências, deixando cidades e bairros sem atendimento. O “TU” é a responsabilidade social com essas localidades que foram abandonadas e com o emprego de milhares de pessoas.

É evidente que o futuro passa pela inteligência artificial, mas os banqueiros, grandes empresários e rentistas querem, na verdade, um mundo sem regras, sem direitos trabalhistas, com economia desregulamentada e Estado mínimo — onde prevaleça e impere a vontade de quem tem mais dinheiro.

O Itaú visa, única e exclusivamente, ao lucro e ao pagamento de dividendos para seus acionistas majoritários; por isso, extinguir o “TU” é fundamental para eles.

Não caia nesse papo furado de modernidade, empreendedorismo, flexibilização e algoritmo, que é justamente a precarização da vida, a uberização do mundo… a escravidão moderna.

É necessário resistir!

Bancários e bancárias feitos de esperança, movidos pela luta!

Max Bezerra – 
Diretor de Bancos Privados da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES)