Mobilização, negociação e responsabilidade

Os bancários da Caixa Econômica Federal não são apenas funcionários de uma instituição financeira. São a ponte que conecta o Estado brasileiro a milhões de cidadãos que dependem de políticas públicas para viver com dignidade, algo que ficou evidente durante a pandemia. Enquanto a direção enxerga apenas números, esses trabalhadores enxergam pessoas.

É por meio deles que programas habitacionais, de transferência de renda e de infraestrutura chegam a quem mais precisa. Sem essa engrenagem humana, tais iniciativas seriam apenas promessas vazias.Por isso, quando esses trabalhadores se mobilizam é pela defesa de condições mais justas de trabalho.

Paralisar atividades é sinal de que o diálogo precisa ser priorizado, não substituído por tribunais.

E a negociação só avança quando a categoria se mobiliza e impõe respeito diante do limite do diálogo institucional. As recentes plenárias que reuniram milhares de bancários da Caixa, mostraram que a categoria está atenta e organizada.

Em um ano eleitoral muito complexo, debateram-se propostas que devolvem responsabilidade à empresa, mantêm a solidariedade e evitam aumento de mensalidades do plano de saúde.Além de forçar a direção da Caixa a recuar e elevar o teto do Saúde CAIXA de 6,5% para 9%, aporte de quase R$ 1 bilhão/ano, limite máximo permitido pela CPC 33, com compromissos formalizados em ata. O caminho é a negociação, não a judicialização.

Aprovar a proposta nas assembleias não encerra a luta: preserva conquistas, protege direitos, coloca trincheiras para um futuro incerto e mantém aberta a porta para novos avanços.

Obviamente, a decisão cabe aos funcionários da Caixa. Mas é importante deixar claro que estar ao lado uns dos outros não é opção, é dever!

Nós, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), seguimos juntos para que esta caminhada permaneça firme.

UNIDOS SOMOS FORTES.

Nilton Damião Esperança – Presidente da Fetraf RJ/ES