Nesta quarta-feira (5/8), Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltou a se reunir com o Banco do Brasil, em mais uma rodada de negociações da Campanha Nacional por aumento na remuneração e melhores condições de trabalho.
Nathalia Gallini, representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) na CEBB e Diretora do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, participou da mesa de negociação.
“Levamos à mesa de negociação gargalos críticos como o excesso de trabalho, a demora no atendimento e agências que encerraram as atividades por falta de contingente. A mensagem foi única: a única saída viável é o banco admitir novos funcionários via concurso. Elaborada de forma coletiva e democrática com a participação de empregados de todo o Brasil, a pauta de reivindicações reflete o desejo claro da categoria: que o banco apresente propostas de reajuste salarial que realmente reconheçam o valor dos seus trabalhadores.”, declarou Nathalia.
Que completou. “Na reta final para a data-base, cobramos do banco propostas efetivas no próximo encontro, traduzindo em atos a sua obrigação de valorizar os bancárias e bancários.”
Os trabalhadores iniciaram a rodada reforçando as principais reivindicações:
– Cassi: que o banco apresente um plano de custeio, com o aumento da responsabilidade da empresa na sustentabilidade da caixa de assistência.
– Metas: revisão da gestão por metas, em vista do aumento de reclamações, em todo o país, de trabalhadores com dificuldades de alcaçarem as metas impostas, a ponto de sofrerem prejuízos na remuneração (PLR).
– Isonomia: igualdade de acesso e atendimento à Cassi e Previ para os funcionários egressos (que ingressaram no banco em razão da incorporação de outras instituições).
– Previ: novas melhorias Tabela PIP, para contemplar mais trabalhadores com a valorização da previdência complementar.
– PCS/PCR: aperfeiçoamento do Programa de Cargos e Salários (também chamado de Programa de Carreira e Remuneração), com foco na revisão de critérios de progressão, valorização do mérito, reajuste de adicionais de função e atualização dos vencimentos do funcionalismo.
Poucos e sobrecarregados
Os dirigentes sindicais também reforçaram a reivindicação pela abertura de concursos públicos para suprir a falta de funcionários em várias localidades do país.
Os representantes dos trabalhadores registraram que as avaliações ruins de agências com déficit de funcionários acabam recaindo sobre os funcionários que, por sua vez, são penalizados financeiramente pelo não atingimento de metas.
O movimento sindical criticou ainda a contratação, por parte do BB, de correspondentes bancários. Isso porque, além de uma forma de terceirização de serviços, a disponibilidade do acesso à carteira de clientes do BB aos correspondentes fragiliza a segurança de dados.
A CEBB também criticou o afastamento do BB de seu papel como banco público.
Devolutivas dos negociadores do BB
Cassi – O banco reconheceu a urgência sobre a questão financeira da caixa de assistência. Declarou que para se alcançar uma “solução definitiva e estruturante” precisará de mais tempo.
Egressos – Sobre a Cassi, não apresentaram avanços, reafirmando que ainda estão na fase de estudos de um modelo de custeio para fraquear o acesso de todos os egressos ao plano de saúde.
Previ – Em relação à previdência, também não apresentaram avanços, mas se comprometeram a retomar as mesas específicas, quando irão apresentar propostas de estudos que já desenvolveram para cobrir os egressos.
Metas – O banco se comprometeu a chamar uma mesa específica para apresentar um programa um novo, chamado REVISA, onde as unidades teriam a oportunidade de pedir uma revisão, após o recebimento de indicadores.
Cláusulas econômicas e melhores condições de trabalho
Em seguida, os negociadores do BB fizeram uma apresentação na tentativa de provar que existe crescimento de carreira no banco, criticando, também, os pedidos de reajustes de verbas da minuta de reivindicações da categoria.
Os trabalhadores também exigiram que o banco revise o PCS e o piso.
Próxima mesa
Os representantes dos trabalhadores e do BB voltarão a se reunir no dia 14 de agosto.

*com informações da Contraf-CUT