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Bancários do RJ e ES realizam conferência nesse fim de semana

Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo participam nos próximos dias 19 e 20 da vigésima primeira Conferência Interestadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro que será realizada pela Fetraf RJ/ES . O encontro que será aberto a toda a categoria, contará com a participação de 13 sindicatos.

“Demissões, terceirizações e precarização nos serviços são a tônica dos banqueiros e temos a obrigação, como sempre, em manter todas as nossas conquistas e barrar as tentativas de ataque”, afirmou Nilton Esperança, presidente da Fetraf RJ/ ES.

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 19/07/2019 – Auditório do Sindicato do Rio de Janeiro
18h às 21h – Credenciamento dos/as delegados/as
18h30min – Mesa de abertura: FETRAF RJ/ES, Contraf, Seeb Rio de Janeiro e
Centrais Sindicais (CUT, CTB, CONLUTAS e INTERSINDICAL).
19h30min – Palestra sobre Reforma da Previdência – Palestrante: Paulo Jager
(DIEESE). Mediadores: Carlos Maurício e Elizabeth Paradela.
Dia 20/07/2019 – Auditório do Sindicato do Rio de Janeiro
8h às 10h – Café da manhã
8h às 12h – Credenciamento dos/as delegados/as
10h às 10h20 – Apresentação, discussão e aprovação do Regimento Interno –
Paulo Garcez.
10h20 às 11h – Palestra sobre Conjuntura – Palestrante: Adhemar Mineiro
(Dieese). Mediadores: Jorge Antonio e Marlene Miranda.
11h às 12h – Palestra sobre Comunicação Alternativa – Palestrante: Paulo
Salvador (Jornalista). Mediadores: Paulo de Tarso e Marize Mota.
12h às 13h – Almoço
13h às 14h30 – Palestra sobre Estrutura Sindical – Palestrantes: Dr. José Eymard
Loguercio (parte jurídica) e Sergio Nobre (Secretário da CUT Nacional).
Mediadores: Wagner Santos e Iracini Veiga.
14h30 às 15h30 – Apresentação e discussão de propostas por Nilton
Esperança, Adriana Nalesso e Carlos Araújo.
15h30 às 16h30 – Apresentação de chapas e eleição dos(as) delegado(a)s para a conferência.

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BANERJ: Alerj vai fazer primeira votação do Projeto 3213/10

Projeto visa à isonomia entre participantes da Previ/Banerj

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira (24/5), às 15h, vai votar pela primeira vez o Projeto de Lei 3213/10. Esse PL prevê a isonomia de tratamento entre os funcionários do antigo Banerj que sacaram as reservas de poupança da Previ/Banerj e os que optaram por congelar seus direitos.
“É importante a presença dos banerjianos para mostrar aos deputados o alcance social do projeto que garante uma velhice com dignidade para quem contribuiu durante anos para a Previ/Banerj e viu suas expectativas serem frustradas pelo banco”, disse a diretora do Sindicato dos Bancários do Ri, Vera Luiza Xavier.
Os funcionários que optaram pelo congelamento podem, a qualquer momento, procurar a Secretaria de Fazenda para alterar sua opção e sacar os valores congelados.
O PL assegura a quem sacou a poupança os mesmo direitos de alterar a opção, desde que seja feita a devolução dos valores recebidos, garantindo a complementação da aposentadoria proporcional.
Fonte: Redação do SEEB Rio

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Bancários do BB e da CEF aprovam resoluções para o Encontro Nacional

Bancárias e bancários do Banco do Brasil encerraram seu Encontro Estadual neste sábado, 11, na FETRAF RJ/ES, com a aprovação de resoluções e eleição de delegados que participarão do 29º Congresso Nacional dos Funcionários do BB. O evento nacional será realizado nos dias 7 e 8 de junho em São Paulo. As discussões foram realizadas tendo como premissa que teremos a Campanha mais difícil dos últimos anos e sobre a necessidade de muita mobilização para avançar e assegurar nossas conquistas. Todos os eixos circularam em torno da defesa da CASSI e PREVI e contra o desmonte do BB. Foram discutidos temas como reestruturação, emprego, carreira e igualdade de oportunidades; banco digital; saúde e previdência: reforma e resoluções do governo; e manutenção de direitos. As resoluções aprovadas, por unanimidade, foram uma demonstração da importância da unidade na luta pela manutenção de direitos conquistados pela categoria e contra as medidas de o desmonte para os bancos federais promovidas pelo governo Temer.

Defender a Caixa 100% pública e o ACT 2018/2019
Também no Encontro da Caixa foi aprovado por consenso, que todas as propostas serão levadas para debate no Congresso Nacional dos Empregados. Entre as principais, estão: luta em defesa da Caixa 100% Pública; pela não aplicação da reforma trabalhista; em defesa do Saúde Caixa e contra o aumento da coparticipação e da contribuição; com relação ao equacionamento do déficit do plano, rejeitar a tentativa do banco de repassar para os empregados a responsabilidade que é dele.
E ainda, combate à resolução CG-Par 23, que impõe redução da participação das estatais nos planos de saúde dos funcionários. Em relação à Funcef, exigir a participação dos empregados nas alterações do estatuto, e, caso isto não ocorra, rejeitar qualquer mudança. Além disso foi aprovada uma moção de repúdio ao evento que a Caixa vai realizar em Brasília no estádio Mané Garrincha com gerentes de todo o Brasil que visa a cobrar mais resultado dos empregados.
Com informações dos diretores Luiz Maggi e Sérgio Farias
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Dataprev apresenta proposta de reajuste zero

Durante a 6ª mesa de negociação da Campanha Salarial 2017/2018 dos trabalhadores e trabalhadoras da Dataprev, realizada hoje (29/08), em Brasília, a empresa alegou estar limitada pelas orientações gerais do governo Federal para apresentar inacreditável proposta de reajuste zero nos salários e demais cláusulas econômicas. A representação dos trabalhadores rebateu os argumentos patronais lembrando que a mídia e a própria empresa têm noticiado recordes de lucratividade, o que demonstra que qualquer retrocesso denota política de governo, e não situação financeira da Dataprev.

No tocante às cláusulas sociais, a empresa insiste em alterar as de nº 1ª  25ª, 27ª, 28ª, 31ª, 36ª e 43ª, afirmando que a mudança de redação traria “melhorias”. A representação dos trabalhadores registrou sua discordância e pontuou, caso a caso, as razões pelas quais não vê nenhuma melhoria nessas alterações propostas, e deixou claro que não aceita qualquer alteração que signifique redução de direitos históricos, conquistados com muita luta. Ficou, portanto, reiterada a proposta dos trabalhadores e trabalhadoras de manutenção das 61 cláusulas do ACT vigente.

A Fenadados e os sindicatos presentes cobraram ainda da Dataprev o pagamento da PLR 2016. A representação da empresa reafirmou que não tem autorização dos órgãos controladores para efetuar o pagamento.

 

Fonte: Fenadados
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Comando Nacional dos Bancários irá cobrar da Fenaban a volta do Home Office

Na próxima terça-feira, dia 2 de janeiro, o Comando Nacional dos Bancários irá se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para debater a adoção de medidas preventivas que protejam a categoria bancária diante do aumento da segunda onda da Covid-19 que atinge todo o país. Um dos pontos a ser tratado no encontro, que será virtual, será a retomada e a ampliação do home office, que deixou de ser adotado por alguns bancos.

No primeiro semestre do ano passado, no início da pandemia, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban firmaram um acordo com medidas protetivas que foi importante.

Nilton Damião Esperança, Presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), lembra que vem alertando durante todos esses meses que a pandemia não acabou: “O número de casos só tem aumentado. Fruto da irresponsabilidade, incompetência e descaso do atual governo. Iremos cobrar dos bancos a volta do teletrabalho e de medidas protetivas que foram adotadas no início da pandemia. Enquanto bancárias e bancários estão desde o início na linha de frente, colocando seus familiares em risco, os bancos não diminuíram seus lucros. Volto a repetir, a pandemia não terminou!”.

Enquanto diversos países avançarem na vacinação, o brasil caminha lentamente nesta questão. Por isso, a ampliação do home office é fundamental para proteger a vida dos bancários e de suas famílias

O movimento sindical bancário defende que a vacina seja gratuita, para todos os brasileiros e aplicada pelo SUS.

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Para conter avanço da miséria, Dieese defende revisão das reformas trabalhista e da Previdência

A pandemia de covid-19 aliada às políticas de desmonte do Estado vão aprofundar a pobreza e a miséria no Brasil. Essa é a conclusão da diretora técnica adjunta do Dieese Patrícia Pelatieri, durante participação em um debate intitulado “Previdência Social Pública e Classe Trabalhadora”. O evento foi organizado pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) como parte das atividades do Fórum Social Mundial Virtual 2021.

Patrícia faz relação direta entre a falta de políticas públicas de geração de emprego e renda e de amparo ao trabalhador durante a pandemia pelo governo do presidente Jair Bolsonaro com a reforma da Previdência, aprovada no fim de 2019. “Antes da pandemia os dados já apontavam para isso (crescimento da pobreza). Agora, o sentimento dos trabalhadores e das trabalhadoras será de urgência por um Brasil sem miséria. É uma tragédia nacional, essa é a real dimensão”, disse.

País de miseráveis

A especialista explicou que o sistema da Previdência foi fragilizado, e que com o derretimento dos empregos formais, ela pode se tornar cada vez mais insignificante. “Existe um sistema de compensações. Quem está no mercado de trabalho hoje mantém os aposentados e pensionistas. É um sistema de repartição. Esse formato permanece mesmo com as reformas. Isso é importante porque, como a Previdência é contributiva, o que acontece no mercado de trabalho hoje impacta diretamente sobre ela no futuro.”

“Se pudéssemos sintetizar o que pode acontecer com os trabalhadores olhando para o desemprego, a pandemia e as mudanças na Previdência, seria a imagem da miséria. Pode acontecer um aumento muito acelerado da miséria e da pobreza. Inclusive de pessoas mais velhas que perdem a proteção social. Podemos ter um país de miseráveis”, continuou Patrícia.

Olhar para o futuro

Diante do cenário, considerado preocupante, o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, conclama a sociedade para manter a luta sobre a Previdência ativa. “Que os trabalhadores não desistam da Previdência. Dependendo de como ela estiver, muitos trabalhadores vão deixar de querer pagar a Previdência, pensando somente na aposentadoria em si”, disse.

Paulo alertou sobre os impactos nefastos do desmonte do Estado a partir de urgências de hoje. “Temos o maior sistema de Saúde do mundo. O único que tem uma plataforma capaz de vacinar todos. Querem destruir. A Previdência é a maior carteira de benefícios do mundo também. Conquistamos tudo isso e agora querem destruir. Precisamos mobilizar para que possamos refletir sobre tudo isso. Fundamentalmente como reverter esses ataques”, disse.

A partir deste pensamento, Patrícia pediu a mobilização em torno da revisão de reformas prejudiciais aos trabalhadores. “Desde 2016 tivemos uma redução da proteção social, redução nos investimentos em áreas sociais, desestruturação do mercado de trabalho, economia desaquecida, baixo dinamismo, tudo isso em razão das reformas feitas. A Emenda Constitucional 95 – do Teto de Gastos –, as reformas trabalhista e da Previdência e as privatizações”, citou.

“Tudo isso nos levou a uma mais alta concentração de renda e fragilização dos (direitos dos) trabalhadores. É urgente a implementação de ampliação e financiamento do gasto público. Existem opções. Precisamos de uma reforma tributária que eleve impostos dos super ricos e a torne mais progressiva, retirar imediatamente o teto de gastos. O cenário é muito preocupante. Precisamos de renda cidadã urgente. Precisamos elevar as parcelas do seguro desemprego. Estimular o investimento público para que a economia retorne. Precisamos de políticas ativas no mercado de trabalho. Urgentemente, precisamos repactuar os direitos trabalhistas”, completou.

Fonte: Rede Brasil Atual

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‘Pandemia escancarou a necessidade de lutar contra a desigualdade’, diz fundador do Fórum Social Mundial

Ampla gama de estudos econômicos realizados desde o início da pandemia de covid-19 no mundo desmascaram os problemas do capitalismo neoliberal e o agravamento da desigualdade social no mundo. O abismo entre classes é um dos principais temas do Fórum Social Mundial (FSM), desde sábado (23). Para Oded Grajew, idealizador do evento e presidente emérito do Instituto Ethos de Responsabilidade Social, é urgente discutir um novo modelo econômico para o mundo pós-crise sanitária.

Realizado de maneira virtual, o FSM chega à sua 20º edição. Além das desigualdades de renda e seus recortes de raça e de gênero, o evento debate a defesa da democracia e a preservação do meio-ambiente. O Fórum ocorre até o próximo dia 31 e pode ser acompanhado em seu portal.

A Oxfam Brasil aponta que os mil maiores bilionários do mundo já conseguiram reaver as perdas financeiras provocadas na pandemia. Entretanto, os mais pobres, deverão levar pelo menos 14 anos para recuperar o nível de pobreza que tinham antes da covid. A entidade mostra também que as grandes corporações lucraram muito mais com a crise sanitária.

Oded Grajew afirma que o modelo econômico global se alimenta dessa desigualdade e deixa a população pobre cada vez mais vulnerável. “Diante da pandemia e sua escassez, os super-ricos detém a maior parte do poder político, então submete as decisões aos seus interesses, deixando seus recursos mais protegidos. A pandemia escancarou a enorme desigualdade do mundo, que tem suas raízes no modelo capitalista neoliberal, desconectada com os direitos humanos”, afirmou ao jornalista Gilberto Nascimento, na Rádio Brasil Atual.

Brasil no FSM21

Governado por Jair Bolsonaro, o Brasil vive um cenário inédito desde a criação do Fórum Social Mundial. Sob um governo autoritário, os brasileiros podem buscar mudanças para o país, no FSM, avalia Grajew.

Na avaliação do idealizador do Fórum, a conexão do Brasil ao autoritarismo também está ligada ao aumento da desigualdade social. “Nós menosprezamos, ao longo dos anos, a questão da desigualdade, que é responsável por originar regimes autoritários”, explicou Oded. Porém, ele acredita que a ficha da população está caindo. “Com 200 mil mortos e ameaças do presidente, estamos vendo uma mobilização social no sentido de reagir a essa situação do Brasil”, acrescentou.

Outra pauta que precisa ser debatida no evento, ao analisar o cenário brasileiro, é a volta do país ao Mapa da Fome, após o impeachment de Dilma Rousseff. “Demoramos muitos anos, foram várias ações e políticas públicas, para que o país saísse do Mapa da Fome. Somos um dos países mais ricos do mundo, o que deixa nossa desigualdade e nossa fome mais humilhante. Temos tantas riquezas, tantos recursos para alimentar nosso povo, que nos deixa mais triste”, criticou.

Fonte: Rede Brasil Atual

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BB aumenta dividendos às custas de 5 mil demissões

O Banco do Brasil decidiu ampliar sua distribuição de dividendos em 2021. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25), em documento enviado ao mercado. De acordo com o documento, o percentual do lucro pago aos acionistas (payout) será de 40%. Sobre o resultado de 2020, o BB aprovou um payout de 35,29%.

O documento é assinado por Carlos José da Costa André, Vice-Presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores. “O valor do payout definido pelo Conselho de Administração considerou os balizadores constantes na Política, em especial, o resultado do Banco, sua condição financeira, a necessidade de caixa, o Plano de Capital e suas metas e respectivas projeções, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, perspectivas dos mercados de atuação presentes e potenciais, oportunidades de investimento existentes e a manutenção e expansão da capacidade operacional”, diz o documento.

O anúncio é feito no momento em que a direção do BB pretende fazer 5 mil demissões e fechar centenas de agências, postos de atendimento e escritórios. “Está explicada a reestruturação. O banco faz a reestruturação, mexe com a vida dos funcionários, retira salário das bancárias e bancários, mas aumenta os dividendos. Tudo para economizar R$ 300 milhões”, criticou o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Na semana passada, dia 21, funcionários do Banco do Brasil fizeram manifestações de protesto contra o plano de reestruturação da direção do banco de norte a sul do país. Foram reuniões em agências e outras unidades do BB, um tuitaço que ficou entre os 10 assuntos mais comentados do Twitter, além de colagens de cartazes e distribuição de uma carta para explicar à população o impacto negativo no atendimento com o fechamento das agências e a redução do quadro de funcionários. Nesta semana, sindicatos de todo o Brasil vão discutir a realização de uma paralisação nacional dos funcionários do BB na sexta-feira (29).

Fonte: Contraf-CUT

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COE discute com Santander o agravamento da pandemia

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu na última sexta-feira (22) com representantes do banco para discutir questões relacionadas ao agravamento da pandemia da Covid19. A COE reivindicou a retomada do trabalho em regime de teletrabalho, com rodízio das equipes, visando reduzir a aglomeração nos locais de trabalho, bem como um aditivo ao atual acordo de horas negativas. O Santander se recusou a discutir mudanças no teletrabalho. Uma nova reunião foi marcada para quinta-feira (28) para definir uma posição sobre o banco de horas negativas.

“Vários trabalhadores dizem que o clima dentro do banco está normal. Muitos gestores não sabem o que fazer quando alguém da equipe está com suspeita de Covid-19. Há demora na tomada de decisão, o que pode implicar na morte de trabalhadores”, alertou Mario Raia, secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na COE.

“O banco se recusou a discutir a retomada do home office e reduzir o trabalho presencial. O Santander diminuiu as equipes de rodizio. É um atentado à saúde e à vida manter esse contingente no presencial quando alcançamos 210 mil mortos e piora a cada dia da pandemia. Vamos começar a responsabilizar o Santander pelas coisas que estão acontecendo. Na quinta-feira voltaremos a discutir. Queremos falar sobre o banco de horas negativas. Por enquanto, essa discussão está suspensa”, disse coordenadora da COE, Lucimara Malaquias.

Visitas externas

A COE cobrou dos representantes do banco o fato dos funcionários serem pressionados a fazerem visitas presenciais a clientes. Os representantes do banco disseram que a orientação é para as visitas a clientes serem feitas por vídeo e só ocorrem casos de visitas presenciais “quando é essencial”. Também foi apontado pela COE que o protocolo de ações contra a Covid-19 não está sendo cumprido em diversos locais de trabalho e que as recomendações e orientações acampam tendo interpretações diferentes pelos gestores.

Fonte: Contraf-CUT

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Federação de sindicatos da China promete ajuda ao Brasil nas vacinas

Representantes do Fórum das Centrais Sindicais – que reúne CSB, CTB, CUT, Força, Nova Central e UGT – realizaram um encontro virtual nesta quinta-feira (21) com a direção da Federação Nacional dos Sindicatos da China (FNSCH) para tratar dos esforços por vacinas contra a covid-19 no Brasil. Os chineses comprometeram-se a intermediar o diálogo entre as centrais brasileiras e o governo de Pequim para a liberação de insumos para os imunizantes.

“Vamos usar todos os nossos canais e esforços para levar a mensagem de vocês ao governo central e ao Partido [Comunista Chinês] sobre as necessidades imediatas do povo brasileiro ante a pandemia”, afirmou o secretário internacional da FNSCH, An Jianhua.

As centrais buscaram estreitar as relações entre os dois país, estremecida após uma série de ataques aos chineses promovida por integrantes do governo brasileiro. Tanto o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, como o próprio presidente Jair Bolsonaro atribuem à China responsabilidades pela ocorrência da pandemia. Além disso, um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também se destaca pelas agressões às autoridades diplomáticas da China.

Contudo, sem citar nominalmente as autoridades brasileiras, Jianhua afirmou que “algumas palavras de ignorantes” não vão comprometer as relações amistosas entre os dois países. Além disso, ele agradeceu uma carta das centrais enviada ao Congresso, em novembro, em desagravo à série de ofensas proferidas.

A FNSCH é a maior entidade sindical do mundo, com 302 milhões de trabalhadores filiados, reunidos em 1,7 milhão de sindicatos. A entidade também ocupa a vice-presidência na Assembleia Popular, o mais importante órgão legislativo do país comunista.

Além da coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac e distribuída no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, os chineses produzem insumos para diversas outras vacinas.

União

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que a iniciativa demonstra a organização do movimento sindical brasileiro. “Iremos aonde for necessário. Falaremos com todos os interlocutores que puderem nos ajudar a enfrentar essa crise sanitária, agravada pela incompetência e sordidez do presidente Bolsonaro”, afirmou ele.

O contato diplomático com os chineses ocorre dois dias após as Centrais firmarem acordo com o governo venezuelano para o fornecimento de 80 mil metros cúbicos de oxigênio por semana para Manaus. No encontro, os sindicalistas chineses também manifestaram solidariedade à população do Amazonas, e prometeram, ademais, o envio de ajuda humanitária à região.

Com informações da CUT

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Funcionários do BB fazem Dia Nacional de Luta contra a reestruturação

Agências do Banco do Brasil (BB) de norte a sul do país realizaram nesta quinta-feira (21) manifestações do Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação do banco. O plano de reestruturação apresentado na semana passada pela direção do BB prevê o fechamento de centenas de agências, postos de atendimento e escritórios, além da demissão de 5 mil funcionários. Depois do Dia Nacional de Luta, será preparada uma paralisação no dia 29.
Foram várias manifestações em agências, postos de atendimentos e outras unidades do banco. Em todos os estados foram realizadas reuniões com funcionários, para explicar as perdas que podem ocorrer caso a reestruturação seja efetivada. Em frente a diversas agências foram colocadas faixas e cartazes denunciando a reestruturação e alertando para o impacto no atendimento à população. Para ver fotos das manifestações, clique aqui.

Tuitaço

Bancárias e bancárias também vestiram roupas pretas em protesto contra o pacote que a direção do BB pretende impor. A hashtag #MeuBBvalemais figurou entre os 10 assuntos mais comentados no Twitter, em mais manifestação nas redes sociais, que foi realizada às 11h.
“O dia de hoje foi importante, a gente entrou no top 10 do Twitter. Vamos ampliar mais isso, pois queremos trazer a sociedade para essa mobilização, principalmente para lutar contra essa reestruturação do Banco do Brasil”, disse o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
A CEBB organiza a mobilização contra o plano de reestruturação da direção do BB junto com sindicatos, federações e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Paralisação

Fukunaga informou que o Dia Nacional de Luta foi preparado com plenárias de funcionários do banco realizadas por todo o país e que o calendário de lutas continua com a perspectiva de uma paralisação nacional no dia 29. “No dia 29 estamos indicando paralisação de 24 horas, com assembleias sendo realizadas pelos sindicatos. Estamos tomando todas as medidas legais para nos precaver, mas é importante a mobilização. Não é só a declaração de greve em uma assembleia, mas a participação do bancário através da não abertura do ponto eletrônico. Uma greve só declarada pelos sindicatos não serve para nada. Isso não mede forças. Por isso é importante a construção dessa paralisação”, explicou o coordenador da CEBB.

Fonte: Contraf-CUT

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Projeto de lei que retira da Caixa exclusividade de gestão do FGTS é reprovado por 97%

Um projeto de lei que prevê o fim da exclusividade da Caixa Econômica Federal na administração dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ainda nem começou a tramitar no Congresso Nacional e já tem 97% de reprovação popular. De acordo com enquete da Câmara dos Deputados sobre o Projeto de Lei 2.995/2020, cerca de 2,3 mil pessoas discordam totalmente do PL, que altera a legislação do FGTS (Lei 9.036/1990) para permitir que outras instituições financeiras atuem como agentes operadores do Fundo.

“Este projeto representa mais um risco para o FGTS, que é um patrimônio dos brasileiros, uma reserva financeira dos próprios trabalhadores administrada pelo banco 100% público do país”, alerta o vice-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Marcos Saraiva. “Tirar da Caixa a exclusividade de gestão do FGTS é entregar este dinheiro do trabalhador nas mãos de instituições que visam ao lucro delas e aos interesses do mercado”, acrescenta Saraiva, ao lembrar que, em 1985, o Banco do Comércio e Indústria de São Paulo S.A (Comind) sofreu intervenção do governo e milhares de contas do FGTS desapareceram. “O PL 2.995 traz de volta o risco da falta de controle e transparência na administração dos recursos do Fundo de Garantia”, emenda.

De acordo com a enquete da Câmara, de um total de 2.376 participantes da pesquisa de opinião (até a tarde desta quarta-feira), apenas 2% concordam totalmente com o projeto de lei. Outro 1% discorda da maior parte da proposição.

“A Caixa administra muito bem os recursos do FGTS. O trabalhador não precisa ficar inseguro e nem andar de banco em banco para saber do seu saldo. Quando a gestão era dos outros bancos, nunca tínhamos certeza do nosso verdadeiro saldo”, comenta um participante da enquete. “A Caixa tem uma atuação social inegável. Vai tirar um dinheiro de um banco social para entregar para bancos que só visam o lucro”, escreve outro.

Apresentado pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL/SP), o projeto tramitará por três comissões da Câmara: de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e Cidadania. Se aprovado pelos colegiados, seguirá à apreciação do Senado.

Conforme observa o vice-presidente da Fenae, o governo Bolsonaro já havia sinalizado, em 2019, a intenção de retirar tal exclusividade da Caixa. “Há interesse de outros bancos em administrar os recursos do FGTS porque o agente operador recebe uma remuneração referente à taxa de administração, que é de 1% ao ano sobre o ativo total”, explica Marcos Saraiva.

Em 2019, a referida taxa foi equivalente a cerca de R$ 5 bilhões. A tarifa compreende o pagamento dos serviços de gestão das contas vinculadas, da carteira de operações de crédito e dos recursos disponíveis do Fundo bem como a remuneração pela movimentação de saques e depósitos nas contas vinculadas.

“Um volume enorme de recursos como estes, sob a gestão de diferentes bancos, deixa vulnerável um dinheiro que é do trabalhador brasileiro e que há 31 anos é cuidado pela Caixa Econômica Federal”, reforça o presidente da Fenae.

Esvaziamento do FGTS

Marcos Saraiva também chama a atenção para outro risco pelo qual passa o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Conforme alertas que vêm sendo feitos pela Fenae, o FGTS pode perder a sustentabilidade por conta dos sucessivos saques de recursos do Fundo.

Na última semana, a federação reforçou que o lucro líquido do FGTS deve cair pela metade. Em novembro de 2020, o resultado foi de R$ 6,894 bilhões. No mesmo mês de 2019, R$ 11,703 bilhões.

Os dados indicam que a tendência é que a consolidação do lucro do Fundo relativos ao último mês de dezembro siga esta trajetória de queda. Os resultados negativos são consequência, principalmente, das retiradas de recursos pelo FGTS Emergencial de R$ 1.045; do Saque-Aniversário (no mês de nascimento do trabalhador); do aumento do desemprego, o que diminui drasticamente os depósitos no Fundo; das suspensões do pagamento de financiamentos imobiliários e do fim de multa adicional aplicada ao empregador em caso de demissão sem justa causa.

Ano a ano, o lucro líquido do FGTS vem despencando. O balancete de novembro de 2015 — portanto, antes das novas modalidades de saques do Fundo, iniciadas no governo Temer — mostra um resultado de R$ 14,8 bilhões naquele ano.

Em 2019, os depósitos foram de R$ 128,7 bi ante R$ 162,9 bilhões em saques – uma diferença negativa de R$ 34,2 bi. No acumulado de janeiro a outubro de 2020, os saques de recursos do Fundo superaram a arrecadação em R$ 7,076 bilhões.

“Utilizar indiscriminadamente os recursos do Fundo de Garantia com o argumento de aquecer a economia é colocar em alto risco uma reserva que é dos trabalhadores, além de comprometer investimentos em programas sociais, como o de habitação popular, saneamento e saúde”, ressalta o vice-presidente da Fenae.

Fonte: Contraf-CUT

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Hoje tem tuitaço contra a reestruturação no BB

Hoje, quinta-feira (21), vai ser o Dia Nacional de Lutas contra a reestruturação proposta pela direção do Banco do Brasil. Essa reestruturação, na prática, é o desmonte do banco e prevê o fechamento de centenas de agências, postos de atendimento e escritórios, além da demissão de 5 mil funcionários.

O Dia Nacional de Lutas vai ter uma série de mobilizações com reuniões com os funcionários nos locais de trabalho, colagens, panfletagens e abaixo assinado. Uma dessas ações será o tuitaço, que será nesta quintata-feira, às 11h, com a hashtag #MeuBBvalemais.

A iniciativa é organizada Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), sindicatos, federações e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Em cada sindicato haverá, nos próximos dias, plenárias de funcionários do banco para discutir formas de combater esse ataque.

Participe dessa luta e divulgue o tuitaço para amigos e familiares. Esse plano também prejudica a população pois afeta diretamente o atendimento nas agências.

Não se esqueça: nesta quinta-feira (21), tuíte a hashtag #MeuBBvalemais

Fonte: Contraf-CUT

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COE Itaú discute compensação de horas negativas com o banco

O banco de horas negativas dominou a pauta da reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco, realizada na tarde desta quarta-feira (20), por videoconferência.

O debate começou com a apresentação do Itaú do número de trabalhadores que entraram no banco de horas. O problema está no alto índice de bancários com mais de 400 horas negativas, pois, com este cenário, não seria possível cumprir o acordo de compensação no período de 12 meses.

Foi quando o movimento sindical propôs o aumento do período de compensação para 18 meses, com início no mês de março e a revisão do acordo a cada três meses. Reivindicou ainda a possibilidade da inclusão de uma cláusula de prorrogação deste período por mais seis meses, caso os trabalhadores não estejam conseguindo zerar os seus bancos.

Os representantes dos trabalhadores também questionaram como ficará os casos de bancárias com licença maternidade e de bancários e bancárias que sofrerem afastamento por acidente de trabalho e não conseguirem zerar suas horas negativas.

O banco ficou de avaliar a proposta e retornar sobre os questionamentos. Antes disso, reafirmou a cláusula que diz que se houver desligamento por iniciativa do banco não serão descontado essas horas.

Devido ao prolongamento do debate, as negociações em torno do Programa Complementar de Resultados (PCR) e do Programa Bolsa Auxílio Educação 2021 ficou para a próxima reunião. A COE Itaú pediu urgência na marcação do novo encontro, para resolver as questões antes que a nova direção assuma seus postos, no início de fevereiro.

O Itaú aceitou e prometeu apresentar um programa interno de treinamento de requalificação, como ampliação ao programa de Bolsas, que será estendido aos dependentes.

Projeto do banco do futuro: agência do Itaú 2030

Antes de encerrar a reunião, o Itaú atualizou os dirigentes sindicais do andamento do novo modelo de agências. Um projeto piloto vai começar por duas regionais: Guarulhos (SP) e São João do Meriti (RJ). Essas regiões foram escolhidas por contarem agências de todos os portes, segundo o banco.

De acordo com o Itaú, irá acabar a área comercial e a área operacional, para criar uma área única, com integração num novo modelo de trabalho, que vai ter efeitos positivos para os clientes e para os funcionários, pois gera a abertura de oportunidade para novos caminhos de carreira.

O banco garantiu que a missão do projeto não é diminuir o número de funcionários das agências, mas sim organiza-los melhor, com uma ressignificação dos cargos de gestão da agência.

O movimento sindical se comprometeu a construir uma agenda de discussão deste novo modelo e também sobre o Gera, programa que vai substituir o Agir, ligado à remuneração variável dos funcionários do Itaú, assim que as questões iniciais deste encontro forem solucionadas.

Fonte: Contraf-CUT