Santander nega avanços em reivindicações econômicas e avalia demandas sindicais em quarta rodada de negociação

Nesta última quarta-feira, 12 de agosto, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco para a quarta rodada de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A reunião teve como foco as cláusulas econômicas e sindicais do acordo coletivo.

Claudio Merçon (Cacau), representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) na COE Santander, representou a entidade na reunião.

O banco não trouxe respostas significativas às nossas demandas. Queremos reconhecimento aos trabalhadores e trabalhadoras que são quem traz os lucros da instituição financeira. Valorizar a força de trabalho será benéfico para todas as partes. Nossa busca é sempre por melhores condições de trabalho”, declarou Cacau.

Entre as reivindicações econômicas, a representação dos trabalhadores defendeu a criação de um auxílio mobilidade/combustível, por meio de cartão para custear despesas com transporte, combustível e estacionamento. A proposta foi negada pelo banco durante a negociação.

A COE também reivindicou o custeio integral, pelo Santander, das certificações e atualizações da Anbima, além de apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários e a criação de uma bolsa de férias.

Sobre as certificações, o banco afirmou que já realiza o pagamento aos bancários de cargos elegíveis que obtêm aprovação nas provas. Em relação às possíveis mudanças nas regras da Anbima, o Santander informou que avaliará eventuais alterações após a oficialização das novas normas. As demais reivindicações de qualificação foram negadas.

Representação sindical

No bloco sindical, os trabalhadores reivindicaram que dirigentes sindicais liberados tenham acesso aos canais internos do banco, além do fornecimento periódico de informações funcionais e da negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que possam afetar coletivamente os empregados.

O Santander ficou de avaliar a possibilidade técnica de permitir que os dirigentes sindicais acessem os aplicativos internos ou de ampliar os limites de acesso no portal de Pessoas, ao qual eles já têm acesso.

Também foram debatidas a manutenção e o aprimoramento das regras para acesso das entidades sindicais aos locais de trabalho e aos empregados, inclusive aqueles que atuam em teletrabalho. A COE defendeu ainda mecanismos de incentivo à sindicalização.

A próxima rodada de negociação entre a COE e o Santander será realizada no dia 19 de agosto, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, sobre o Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS) como tema principal.

*com informações da Contraf-CUT