Nesta última terça-feira, 23 de junho, bancárias e bancários, através de assembleias remotas, aprovaram a minuta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
A minuta é o resultado de debates da 28ª Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias que, por sua vez, foi alimentada com as demandas vindas de conferências regionais e estaduais.
Nos Sindicatos dos Bancários da base da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), a minuta foi aprovada pela ampla maioria dos votantes.
Confira o percentual de aprovação:
Angra dos Reis e Região – 99,11%
Baixada Fluminense – 94,53%
Espírito Santo – 98%
Itaperuna e Região – 98,39%
Macaé e Região – 97,4%
Nova Friburgo e Região – 99,12%
Três Rios e Região – 100%
A Consulta Nacional da categoria, que neste ano contou com a participação recorde de 54.952 respondentes, também contribuiu para a edição final do documento que será entregue pelo Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quarta-feira (24).
A seguir, os principais eixos da pauta de reivindicações que será entregue à Fenaban:
– 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLR, VA e VR;
– Fim das metas abusivas;
– Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
– Manutenção dos direitos conquistados;
– Manutenção da mesa única, da CCT para toda a categoria e dos direitos já conquistados;
– Defesa do emprego bancário;
– Defesa dos bancos públicos;
– Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.
Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional. reforça que o cenário em que essa campanha acontece é desafiador. “Estamos em meio a uma grande reestruturação do sistema financeiro, em decorrência de avanços tecnológicos e da entrada e fortalecimento de novos atores (fintechs, instituições de pagamento e cooperativas). Esses são fatores que os bancos estão usando para justificar o fechamento de agências e a redução de postos de trabalho. Mas, com o auxílio técnico do Dieese, nós construímos uma pauta de reivindicações bastante consistente para defender o emprego bancário e ampliar as conquistas sociais e econômicas da categoria”, destaca.
A dirigente explica ainda que a reestruturação resultante de um ambiente de maior competitividade e avanços tecnológicos não está trazendo prejuízos aos bancos. “Pelo contrário, os bancos continuam registrando lucros extraordinários. Então, a luta da categoria bancária por valorização profissional e reposição de perdas inflacionárias é uma luta de distribuição dos lucros multibilionários do setor, para que os bancos assumam suas responsabilidades sociais contra a concentração de renda e em favor do fim das desigualdades”, pontua Juvandia Moreira.
*com informações da Contraf-CUT