Sindicatos da base da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), e de todo o país, realizaram atos em agências bancárias e departamentos, no Dia Nacional de Mobilização por Emprego, nesta segunda-feira, 6 de julho.
As atividades tem como objetivo ampliar a mobilização dos trabalhadores bancários nas bases e a pressionar os bancos, no dia que antecede a próxima negociação com a Fenaban (terça-feira, 7/7), quando a categoria levará para a mesa as reivindicações em defesa do emprego bancário, contra a precarização e fechamento de agências.
LUCROS, DEMISSÕES E FECHAMENTO DE AGÊNCIAS
Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido.
Entretanto, apesar desses resultados multibilionários, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física).
A reestruturação, entretanto, não para na queda de agências e do atendimento humanizado e presencial aos clientes, mas inclui a precarização do emprego bancário, com aumento de terceirizando das atividades bancárias e de contratação de funcionários como PJs.
O movimento sindical aponta também que os bancos estão concentrando ainda mais os lucros advindos dos processos de automação e usos de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial.
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