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Desprezo pela vida, negacionismo e austeridade. As respostas de Bolsonaro ao auge da covid no Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL),  afirmou nesta segunda-feira (1º) que o governo Bolsonaro promete entregar 140 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 nos meses de março, abril e maio. “O assunto foi tratado ontem na reunião com o presidente Bolsonaro” , escreveu nas redes sociais. “Também ficou acertado o auxílio emergencial, que deve ser de R$ 250 até junho”. Enquanto o governo protela e, ao invés de organizar, desorganiza o combate à pandemia, governadores de vários estados estão entrando em desespero ante a situação do sistema de saúde.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em nota, reivindicou hoje mais rigor nas medidas restritivas para evitar o “colapso nacional”. A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), já determinou ao Ministério da Saúde o custeio de unidades de terapia intensiva para pacientes de Covid-19 na  Bahia, no Maranhão e em São Paulo, por recusa de Jair Bolsonaro em fazê-lo.

O caos e a situação dramática são responsabilidade direta do governo federal de Bolsonaro, seu ministro da Saúde (Eduardo Pazuello) e da Economia (Paulo Guedes), na opinião das deputadas Jandira Feghali (PCdoB-RJ e Talíria Petrone (Psol-RJ). A parlamentar comunista  lembra que o Planalto gastou, até o momento, R$ 2,2 bilhões (apenas 9%) dos mais de R$ 24 bilhões em créditos autorizados por três medidas provisórias aprovadas no Congresso ainda em 2020. As verbas são destinadas a comprar e produzir vacinas contra a infecção.

“Desprezo pela vida”

“O que tem é uma brutal incompetência, negação e desprezo pela vida das pessoas desse governo”, diz Jandira. “Já temos razões mais do que suficientes para esse governo ter caído.” Para ela, o número de 140 milhões de doses anunciadas por Lira para o período até maio não é realista diante do quadro. “Deve estar falando do que o governo diz a ele, somando Fiocruz com Butantan. Mas até maio não vai ter, a não ser que compre 70 milhões da Pfizer e/ou outras. Só com Butantã e Fiocruz não dá para ter 140 milhões até maio”, alerta Jandira.

Enquanto o país chega a 255 mil óbitos, Bolsonaro continua zombando dos mortos por covid. “Desculpe aí, pessoal, não vou falar de mim, mas eu não errei nenhuma desde março do ano passado”, disse ele hoje, em referência ao inicio da pandemia.

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o pedido de registro definitivo da vacina da Pfizer, mas o governo Bolsonaro se recusa a comprar o imunizante alegando problemas de contrato. “O governo não compra as vacinas porque não quer, e fica arrumando entraves burocráticos”, diz Jandira.

O Brasil também receberá apenas 9,1 milhões de doses do consórcio Covax Facility, aliança da Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários países receberão mais doses do que o Brasil, como Paquistão (17 milhões de doses) e Nigéria (16 milhões).

“Negacionismo e austeridade”

“No momento mais grave da pandemia, o governo responde com negacionismo e austeridade, e o plano de vacinação recentemente apresentado por ele tem se mostrado ineficaz”, diz a líder do Psol na Câmara, Talíria Petrone (RJ). “É preciso se garantir lockdown nos estados que estiverem com lotação de seus leitos acima de 80%, 90%, junto com auxilio emergencial de R$ 600, no mínimo, no momento em que a crise econômica se atrela muito profundamente à crise sanitária.”

Além da premente aceleração do processo de compra e produção de vacinas, as deputadas defendem as medidas reivindicadas pelo Conass, como “a restrição em nível máximo nas regiões com ocupação de leitos acima de 85%”, assim como a proibição de eventos como shows, congressos, atividades religiosas e esportivas em todo o território nacional.

União ante o colapso

gravidade da situação tem levado governadores a se unirem. Chefes de 16 executivos estaduais acusaram Bolsonaro de distorcer os valores sobre repasses para a área da Saúde. Entre outros, o governador da Bahia, Rui Costa, em entrevista, fez um apelo pelo bom senso das pessoas que não se importam com a sociedade, indo a bares e promovendo aglomerações.

“O seu direito individual é superior à dor de pais que estão perdendo seus filhos?”, questionou Costa em entrevista, interrompendo a fala pela emoção. “Gostaríamos que todas as pessoas estivessem usando máscara, mesmo aquelas que se consideram o Super-Homem, jovens… Se não é por eles, pelo menos (que seja) pela mãe, pelo pai, pelo parente, pelo vizinho. Fico me perguntando se essas pessoas sozinhas decretaram o fim da pandemia” , lamentou o governador baiano.

Fonte: Rede Brasil Atual

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Centrais sindicais apoiam isolamento social, proteção da vida e auxílio emergencial

Seis centrais sindicais assinaram manifesto, divulgado hoje (1º), em que apoiam e estimulam governadores e prefeitos a tomarem medidas rigorosas de isolamento social para mitigar os efeitos da covid-19 e preservar vidas. Intitulado “Isolamento social imediato para bloquear contágio e mortes Auxílio Emergencial para resistir”, o documento (íntegra abaixo) foi distribuído pela CUTCSBCTBForça SindicalNCST e UGT.

“As Centrais Sindicais (…) apoiam as iniciativas dos governadores e prefeitos que têm atuado com as medidas necessárias para garantir o imediato isolamento social e, dessa forma, bloquear a propagação da Covid19 e evitar o esgotamento do sistema de saúde. Consideramos fundamental que os governantes articulem e coordenem essas medidas, inclusive atuando, conforme autorizou o STF, na implantação do plano de vacinação e no fortalecimento do SUS”, afirma o documento.

As entidades reafirmam a importância da retomada imediata do Auxílio Emergencial de R$ 600 e enquanto durar a pandemia. Também fazem severas críticas ao governo Bolsonaro, que incentiva aglomerações, rejeita o uso de máscaras, divulga desinformação sobre a doença e conduz com lentidão a vacinação dos brasileiros.

Preservar vidas

A preservação da vida das pessoas tem relação direta com a retomada da economia, argumentam as centrais. Mais mortes, além do impacto humano, levarão ao aprofundamento da crise. “Os custos econômicos do isolamento e da vacinação serão compensados com a segurança das pessoas, evitarão mortes e serão os melhores investimentos para uma retomada da atividade econômica com segurança sanitária e previsibilidade”, afirmam.

Para os trabalhadores, fica a mensagem de cautela diante de mais de 255 mil mortos e surto em crescimento. “Continuamos afirmando que é necessário esclarecer a população para a urgência do isolamento – “Fique em Casa” -, sobre o uso correto de máscaras e dos protocolos de proteção”, diz o comunicado.


Leia a íntegra:

As Centrais Sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB – apoiam as iniciativas dos governadores e prefeitos que têm atuado com as medidas necessárias para garantir o imediato isolamento social e, dessa forma, bloquear a propagação da Covid19 e evitar o esgotamento do sistema de saúde. Consideramos fundamental que os governantes articulem e coordenem essas medidas, inclusive atuando, conforme autorizou o STF, na implantação do plano de vacinação e no fortalecimento do SUS.

Consideramos que a vacinação deve ser acelerada para garantir a imunização de toda a população ainda neste semestre. Os custos econômicos do isolamento e da vacinação serão compensados com a segurança das pessoas, evitarão mortes e serão os melhores investimentos para uma retomada da atividade econômica com segurança sanitária e previsibilidade.

Continuamos afirmando que é necessário esclarecer a população para a urgência do isolamento – “Fique em Casa” -, sobre o uso correto de máscaras e dos protocolos de proteção.

Exigimos que o Congresso Nacional aprove imediatamente a retomada do Auxílio Emergencial no valor de R$ 600,00 enquanto durar a pandemia e das medidas de proteção dos salários e dos empregos.

Denunciamos, mais uma vez, a intencional descoordenação das políticas públicas de vacinação e de proteção sanitária e econômica adotada pelo governo do Presidente Bolsonaro, estratégia que conduz o país para as 250 mil mortes, que não param de crescer, ao agravamento da crise sanitária, à insegurança social e a uma gravíssima crise econômica, inúmeras práticas que caracterizam responsabilidade e crimes no exercício do cargo.

  • Sérgio Nobre – Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores
  • Miguel Torres – Presidente da Força Sindical
  • Ricardo Patah – Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores
  • Adilson Araújo – Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
  • José Reginaldo Inácio – Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
  • Antônio Neto – Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Fonte: Rede Brasil Atual

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Bolsonaro não corrige tabela do IR e prejudica mais de 10,5 milhões de brasileiros

Com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) de, mais uma vez, não cumprir a promessa de campanha de corrigir a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), mais de 10,5 milhões de brasileiros serão obrigados a pagar Imposto de Renda este ano, inclusive os que ganham menos de R$ 2 mil por mês de salário – R$ 900 a mais do que o salário mínimo.

A isenção do tributo continua valendo apenas para quem ganha até R$ 1.903,98 por mês. O trabalhador que ganha R$ 1.903.99, um centavo a mais, pagará R$ 142,00 de imposto, e assim por diante.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro prometeu isenção de IRPF para quem ganhasse até R$ 5 mil, depois reduziu para R$ 3 mil e, no início deste ano, falou que dava “pra dar uma mexidinha”, mas não mexeu uma palha e a tabela segue sem correção desde 2015.

Não correção prejudica mais quem ganha menos

Se a tabela do imposto de renda tivesse sido corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a 2020, que foi de 4,52%, a alíquota de 7,5% seria aplicada aos trabalhadores que recebem entre R$ 4.022,90 e R$ 5.972,39. As demais alíquotas (15%, 22,5% e 27,5%) também seriam readequadas.

Sem a correção, a alíquota de 7,5% será aplicada aos contribuintes que tiveram rendimentos mensais em 2020 entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65.

E a mais alta, de 27,5% será aplicada aos que ganharam mais de R$ 4.664,68 por mês. Se a tabela tivesse sido corrigida pelo IPCA, o percentual seria cobrado dos que ganharam mais de R$ 9.996,73.

Os dados são de estudo feito pelo Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), que apontou uma defasagem de 113,09% na tabela do IRPF.

De acordo com os técnicos do Sindifisco, quem ganha menos é proporcionalmente mais prejudicado do que quem ganha mais. Um trabalhador com salário de 5.000, por exemplo, paga R$ 505,64 de imposto por mês, 545% a mais do que deveria.

Receita Federal

A partir desta segunda-feira (1º), começa o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda, que vai até 30 de abril. As regras foram divulgadas pela Receita Federal na última quarta-feira (24), inclusive com a liberação do programa gerador. A Receita espera receber 32 milhões de declarações. Se o governo corrigisse a tabela, como seu mandatário prometeu, o número seria bem menor.

Fonte: CUT

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Presidente do Banco do Brasil coloca cargo à disposição

A sessão desta sexta-feira (26) foi novamente de turbulência para as estatais. De acordo com informações do jornal O Globo, que cita fontes do Palácio do Planalto, o presidente do Banco do Brasil (BBAS3) André Brandão, colocou o cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro. Com isso, as ações BBAS3 intensificaram a queda na reta final do pregão, fechando com baixa de 4,92%, a R$ 28,05, após chegarem a ter perdas de 5,39% na mínima do dia.

Os papéis, que já registravam uma certa volatilidade durante a sessão, intensificaram as perdas um pouco antes das 16h, quando foi publicada a notícia. Confira no gráfico abaixo:

(Fonte: B3)

No início da semana, aponta o jornal, Brandão teve uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, quando manifestou o desconforto em permanecer no cargo, depois dos rumores de que Bolsonaro queria substitui-lo.

Segundo a publicação, foi pedido a ele que permaneça à frente do BB por mais um tempo até que se encontre um substituto. Entre os cotados, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, o secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Brandão já enfrentava uma situação bastante delicada desde o início do ano, quando anunciou um plano de reestruturação do banco envolvendo fechamento de agências do banco e do plano de demissão voluntária que desagradou o presidente Jair Bolsonaro, que buscou forçar uma demissão do executivo, bem avaliado pelo mercado. Contudo, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, conseguiu convencer Bolsonaro a não tirá-lo do cargo.

Na ocasião, Campos Neto, que tem alta estima com o presidente, o alertou de que uma demissão seria avaliada como interferência política em uma empresa pública que tem ações na Bolsa.

Segundo o jornal O Globo, Brandão tomou a decisão de colocar o seu cargo à disposição depois de observar o destino do presidente da Petrobras (PETR3;PETR4), Roberto Castello Branco, demitido por Bolsonaro. “O executivo, que assumiu o cargo em setembro do ano passado, quis evitar esse tipo de constrangimento”, aponta a publicação.

Conforme destaca o Credit Suisse, Brandão é bem visto pelo mercado e estava avançando nas iniciativas de reestruturação. “Se confirmado, o foco deve ser em seu potencial sucessor, aumentando a incerteza”, avaliam os analistas.

Fonte: Valor Econômico

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CEE solicita mesa de negociação urgente para tratar o novo modelo de autenticação de acesso implementado pela Caixa

Um novo modelo de autenticação de acesso está sendo implementado pela Caixa. A justificativa do banco é aumentar a segurança no acesso dos empregados aos sistemas corporativos, porém a nova ferramenta prevê o uso de um smartphone para autenticar o acesso aos sistemas e o aparelho não será disponibilizado aos empregados.

Ciente do problema, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), solicitou à Caixa uma mesa de negociação urgente para tratar o assunto, além de imediata suspensão da implementação do sistema. “Mais uma vez, a Caixa desrespeita os empregados. Não houve debate sobre a decisão de implementação desta nova ferramenta. Essa decisão é incoerente, não podemos prejudicar os empregados fazendo com que eles usem o próprio celular ou outros custos intrínsecos a esse acesso. Por isso pedimos uma mesa de negociação urgente”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt.

A Caixa não informou aos empregados uma orientação completa sobre a implementação da ferramenta, e a conclusão é de que os empregados deverão utilizar os aparelhos pessoais. Os comunicados do banco não preveem reembolso ou contraprestação aos empregados pelo uso de seus recursos pessoais para o trabalho.

As entidades já receberam diversos relatos, por parte dos empregados, de problemas de acesso neste primeiro dia de aplicação do MFA. “A implementação deste dispositivo já está causando diversos problemas. Por isso, enviaremos um ofício à Caixa requerendo a suspensão de sua aplicação até que haja negociação com as entidades. É um absurdo que a empresa transfira para o empregado a responsabilidade de possuir equipamentos para que desenvolva seu trabalho”, afirmou o presidente da Apcef/SP e membro da CEE/Caixa, Leonardo Quadros.

Múltiplo Fator de Autenticação

A nova ferramenta Múltiplo Fator de Autenticação, ou MFA, é a combinação de dois ou mais métodos de autenticação, onde o usuário é solicitado a confirmar a identidade no acesso a algum serviço. Na Caixa, a confirmação será em duas etapas: login e senha da rede Caixa; e a aprovação do acesso por meio de aplicativo no smartphone.

Fonte: Contraf-CUT

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Depois de cobrança, Bradesco apresenta Canal de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica

O Bradesco apresentou o seu canal de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e seus familiares, com acolhimento psicológico, social e financeiro, em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (25), por videoconferência.

O tema foi um pedido da Comissão Organização dos Empregados (COE) do Bradesco por transparência no cumprimento do acordo incorporado à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em setembro de 2020, que garante a criação de um canal em todos os bancos, entre outras ações de caráter preventivo para lidar com a questão.

“As ações apresentadas hoje pelo banco são muito importantes, pois mostram claramente o compromisso com esta luta que é de todas nós. Ter o acolhimento é fundamental para que a mulher bancária sinta-se segura e fortalecida para enfrentar essa situação difícil”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco.

Elaine Cutis, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que também participou da reunião, enalteceu a importância do banco atender à reivindicação do movimento sindical. “Só com esse tipo de clareza que conseguiremos discutir melhorias em cada uma das ações realizada pelo banco, para melhor atender as bancárias vítimas de violência.”

Fechamento de agências

Outro tema debatido na reunião, foi o fechamento das agências, anunciadas pelo presidente do banco, Octavio de Lazari, há algumas semanas. “Reforçamos mais uma vez com a direção do banco que o nosso compromisso e a nossa prioridade é a garantia dos empregos. Nós vamos sempre lutar pelo fim das demissões, principalmente durante a pandemia”, esclareceu Magaly.

Teletrabalho

O movimento sindical questionou quando começará a valer o acordo de teletrabalho, aprovado em 2020. O banco esclareceu que o acordo só passa a valer depois da pandemia. No momento, as equipes estão em home-office ou em situação de rodízio por conta as restrições da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), como acertado com o movimento sindical.

Fonte: Contraf-CUT

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Bancários retardam abertura de agência do BB em Vila Velha (ES)

Esta quinta-feira foi mais um dia de luta contra a reestruturação do Banco do Brasil. Bancários e bancárias retardaram a abertura da agência do BB da Avenida Carlos Lindemberg, em Vila Velha. A unidade, que tem cerca de 10.300 clientes entre Pessoas Físicas e Jurídicas, é uma das oito previstas para serem fechadas no processo de desmonte do banco. A ação fez parte do calendário nacional de luta contra o desmonte do BB.

Desde o anúncio da reestruturação, em janeiro, bancários e bancárias de todo o país estão mobilizados e realizam diversas ações para barrar esse projeto de destruição do BB como banco público a serviço da população brasileira. Greves de 24 horas, paralisações de unidades, plenárias, tuitaços e muitas outras atividades estão sendo realizadas. Os bancários já obtivera, vitória em ação judicial movida pela Contraf pelo cancelamento da extinção da função de caixa. E somente após pressão dos funcionários, que a direção do BB abriu o diálogo sobre o plano de reestruturação, mas sem apresentar nenhum avanço para as reivindicações dos bancários.

“Estamos enfrentando uma dura reestruturação, que retira direitos dos trabalhadores do banco e reduz a participação do BB na economia das cidades brasileiras, consequentemente do país. Esse é um projeto claro de destruição do BB, ainda que paulatinamente, para privatizá-lo de vez. Tivemos pequenas vitórias, mas a hora é de fortalecer e ampliar fortemente nossas ações. Somente com a participação e envolvimento de todos os funcionários vamos sair vitoriosos”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.

Prefeito de Vitória recebe carta de bancários e líderes comunitários

Prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, recebeu em mãos a carta dos bancários e das lideranças comunitárias pedindo apoio contra o fechamento de agências do BB em Vitória

Pela manhã, diretores do Sindibancários/ES e lideranças comunitárias da região de Goiabeiras, em Vitória, entregaram uma carta ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, pedindo apoio na luta contra o desmonte do banco, especialmente contra o fechamento das agências Av. Fernando Ferrari e Leitão da Silva.

“Entregamos a carta ao prefeito Lorenzo Pazollini e destacamos os impactos causados pela reestruturação do BB. O fechamento das duas agências em Vitória trará prejuízos financeiros para a cidade, uma vez que reduzirá a oferta de serviços bancários, e prejudicará moradores e comerciantes das regiões onde estão localizadas. É na agência da Av. Fernando Ferrari, por exemplo, que muitos idosos recebem atendimento bancário. Com o fechamento da unidades, as pessoas terão que se deslocar para outros bairros mais distantes para ter acesso ao banco. Por isso, é muito importante que o prefeito Pazollini apoie nossa luta na defesa do BB público e da manutenção do emprego de todos os trabalhadores que atuam nas unidades”, enfatizou o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Confira mais fotos do ato realizado na agência Av. Carlos Lindemberg

(Fotos: Sérgio Cardoso)

Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo

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Tuitaço para denunciar ataques ao Banco do Brasil será nesta quinta (25)

Bancárias e bancários vêm realizando, por todo o país, mobilizações contra as medidas de reestruturações propostas pela direção do banco e pelo governo Bolsonaro. Como fruto do debate com membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o Comando Nacional dos Bancários decidiu, na segunda-feira (22), manter as ações.

O calendário, com atividades diárias e semanais, foi encaminhado para todas as entidades sindicais da categoria. Para esta quinta-feira (25), às 11h, foi definida a realização de um grande “tuitaço”, que seja capaz de estourar a bolha social das entidades de trabalhadores e mostre para a sociedade a importância do BB e os ataques que o banco vem sofrendo. Para isso, convocam a categoria a se manifestar nas redes sociais com a #BBoBancoDeTodos.

Privatização iminente

O foco, além dos debates já realizados pelas entidades e pela CEBB se volta, também, à atuação dos parlamentares, particularmente os deputados federais, em decorrência da apresentação do Projeto de Lei 461/21, de autoria do deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP), que abre a possibilidade de privatização do Banco do Brasil, com sua inclusão no Programa Nacional de Desestatização.

Fonte: Contraf-CUT

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Nova pesquisa revela que brasileiros continuam contrários à privatização da Caixa

A maioria da população brasileira segue com posição contrária à privatização da Caixa Econômica Federal e de outras empresas públicas do país. Chega a 59,8% o índice de cidadãos no Brasil que são contra a entrega ou venda do patrimônio público para a iniciativa privada. Enquanto 28,6% dos entrevistados disseram ser a favor de estatais privatizadas, 11,6% não souberam opinar ou não responderam. Os dados são de pesquisa da MDA, instituto de opinião pública contratado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O resultado do estudo foi divulgado nesta segunda-feira (22).

Com percentual de 30,1%, e na condição de banco 100% público, a Caixa lidera ainda a lista de empresas públicas que a sociedade menos quer ver privatizada. A pesquisa CNT/MDA foi realizada com 2.002 pessoas, em 137 cidades de 25 estados brasileiros, entre os dias 18 e 20 de fevereiro.

Os entrevistados foram ouvidos também sobre as privatizações de estatais como o Banco do Brasil, a Petrobras, a Eletrobras, a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e a Casa da Moeda, com posição de resistência a qualquer proposta de privatização. A exceção ficou com os Correios, cuja venda para a iniciativa privada teve o apoio de 64,2%, ante número contrário de 8,7%. Em relação à Petrobras, entre os contrários e os favoráveis ao processo de privatização da estatal, o registro é de empate técnico: 50% para um lado e o restante para o outro.

De um modo geral, porém, o resultado do estudo aponta para a situação de que, quanto mais as pessoas têm a empresa pública como parte do dia a dia, menos elas querem privatizar

Brasil: de mal a pior

O levantamento CNT/MDA revela, por fim, que os brasileiros estão pessimistas em relação à situação do país. Para entre 68% e 76% dos entrevistados, as condições de emprego, da renda, da saúde, da educação e da segurança pioram a cada dia. Essas posições estão apoiadas na ideia de que o pacote de privatizações do governo Bolsonaro não se apresenta como um bom negócio e tampouco traz benefícios para o país e para a população, privilegiando apenas as elites econômicas e políticas.

Fonte: Fenae

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COE se reúne com o Bradesco nesta quinta-feira (25)

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reúne na tarde desta quinta-feira (25) com a direção do banco para debater teletrabalho, fechamento de agências e garantias de emprego e violência contra a mulher.

Emprego

No mesmo dia em que o Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 19,458 bilhões, o presidente do banco, Octavio de Lazari, disse em entrevista que deve reduzir em mais de um terço a sua rede de agências. O corte faz parte de um plano de reestruturação de despesas que o banco já vem implementando desde o ano passado, quando fechou 7.754 postos de trabalho e 1.083 agências em 2020. A estimativa para este ano é encerrar as atividades de mais 450 agências. Somado ao corte efetuado no ano passado, o número significa uma redução de 34,2% em relação ao tamanho da rede em 2019, que contava com 4.478 agências.

“Queremos saber como fica o emprego nesta nova reestruturação. Pois, mesmo durante a pandemia e com um acordo para não demitir, o banco reduziu seu quadro de funcionários”, questionou Magaly Fagundes, coordenadora da COE.

Teletrabalho

A COE irá cobrar dos bancos os dados de trabalhadores que estão em home-office. Em dezembro, o Comando Nacional dos Bancários cobrou da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a interrupção do retorno da categoria ao trabalho presencial, que estava acontecendo naquele momento. A fiscalização ficou por conta das comissões por banco.

Canal de violência

A COE Bradesco vai pedir transparência sobre o Canal de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Esse acordo foi incorporado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em setembro de 2020.

Na CCT assinada em setembro, está estabelecido um programa de combate à violência. Além da criação do canal, a cláusula trata de ações de caráter preventivo para lidar com a questão como, por exemplo, o treinamento de gestores para lidar com a situação e identificar sinais de que uma bancária possa estar sendo vítima de violência.

“Queremos saber os que o banco vem fazendo, não só na implementação do canal, como também outras ações que estão fazendo. Onde a gente pode construir e avançar ainda mais ferramentas contra a violência”, disse Elaine Cutis, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Fonte: Contraf-CUT